A taxa condominial acumulou alta de 24,9% nos últimos três anos e atingiu média de R$ 516 no primeiro semestre de 2025, segundo o Censo Condominial 2025/2026. Especialistas alertam que a inadimplência pode comprometer as finanças do condomínio e desvalorizar os imóveis.
Advogada especialista em Direito Condominial, Patrícia Pinheiro, em entrevista à TV Clube, nesta segunda-feira (3), explicou que o pagamento do valor é necessário para a manutenção de serviços essenciais, como limpeza e manutenção do local.
“O síndico tem total responsabilidade de levar essa discussão a uma assembleia de condomínio e, junto com os moradores, trabalhar o melhor orçamento para que aquele condomínio seja mais valorizado. A taxa condominial e a alta inadimplência impactam na valorização do prédio, e isso pode desprestigiar o condomínio”, destacou.
Estão inclusos na taxa ações de mão de obra de trabalhadores, despesas de energia, água, gás e segurança. Para além disso, Patrícia Pinheiro disse que parte dos recursos também deve ser destinado a um fundo reserva, criado com a finalidade de realizar investimentos no local.
“Se não bastassem as despesas ordinárias, tem também as extraordinárias, como fundo de reserva. O condomínio tem que ter um fundo de poupança mensal para que ao final do ano ou de dois anos ele faça um investimento para melhoramento do próprio prédio”, disse.
Segundo a especialista, os gastos com mão de obra chegam a onerar em 70% a taxa de condomínio. Ela defendeu a manutenção do reajuste como forma de garantir a plena continuidade da prestação dos serviços.
“É uma necessidade de cada morador atentar a essa despesa, fazer um planejamento estratégico durante todo o ano para que isso não seja uma sobrecarga para os moradores”, concluiu.
Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui!