11 de agosto de 2026

Cliente cospe em rosto de garçonete em estabelecimento de Barra Grande: "me senti um lixo"

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A garçonete Maria Luiza Barbosa, de 22 anos, teve o rosto cuspido por um turista enquanto trabalhava em um restaurante de Barra Grande, no litoral do Piauí. O caso ocorreu no último sábado (09), mas ganhou repercussão apenas dias depois. Imagens de uma câmera de segurança do estabelecimento registraram o momento em que o homem chega ao local, inicia uma discussão e agride a jovem.

Em entrevista ao Portal ClubeNews nesta segunda-feira (10), Maria Luiza relatou que trabalha como diarista no restaurante e afirmou que nunca havia passado por uma situação semelhante.

“A gente se sente um lixo. Eu me considero uma ótima garçonete, nunca houve nenhuma reclamação minha em nenhum local que eu trabalhei. Por mais rude que o cliente seja, eu sempre tento seguir na linha da educação porque às vezes a pessoa até se toca. Eu me senti muito diminuída. A gente fica pensando ‘Eu fui tão educada com ele, para ele chegar e fazer isso comigo'”, desabafou.

Segundo a garçonete, o desentendimento com o turista começou na noite anterior, próximo ao horário de fechamento do restaurante, por causa de uma garrafa de cerveja.

“Ele pagou e saiu com o casco, só que a gente já estava encerrando. Eu, com toda a educação, fui ao bar onde ele estava, que fica ao lado do nosso. Ele começou a dizer que conversou com o garçom que tinha pegado a cerveja e que o garçom já tinha deixado. Só quem nem eu, nem garçom, nem bar-man iria deixar uma garrafa sair do local, só o dono, que não estava”, disse.

Home cospe em mulher em Barra Grande. (Foto: reprodução)

Maria Luiza contou que a proprietária do estabelecimento vizinho informou ao cliente que a garrafa seria devolvida em seguida. No entanto, ele teria se irritado ao perceber que a bebida havia sido transferida para um copo por outra funcionária.

Inconformado, o turista retornou ao restaurante para cobrar explicações. Conforme o relato da jovem, ele passou a proferir palavrões e xingamentos contra os funcionários. Ela afirmou ainda que os trabalhadores perceberam que o homem estava armado.

“A gente deixou ele gritar porque tinha crianças no local, e as crianças já estavam começando a chorar. A gente percebeu também que ele estava armado. Instantes depois, ele volta novamente e joga a cerveja no chão na nossa cara e diz assim ‘olha o que eu faço com a cerveja que eu mesmo comprei’. A gente falou assim ‘engraçado que o senhor fez tanta questão pela sua cerveja e joga no chão'”,

No dia seguinte, o turista voltou ao restaurante e, segundo Maria Luiza, procurou diretamente por ela. A jovem afirma que ele fez novas agressões verbais e chegou a ameaçá-la.

“Ele já chegou me caçando. [Ele disse] ‘Você nunca mais fazer isso comigo, tu vai se arrepender de tudo que tu fez’, me ameaçando, apontando o dedo na minha cara. Com a mãozinha para trás, eu só olhei para a cara dele e falei ‘O senhor acha que eu tenho medo do senhor?’. Aí foi o motivo dele ter cuspido na minha cara. Ele sorriu e cuspiu e saiu andando. Foi a hora que comecei a xingar ele”, relatou.

Ainda de acordo com a garçonete, o homem estava hospedado próximo à sua residência, mas ela não conseguiu identificá-lo. Maria Luiza informou que acionou a polícia na tentativa de localizá-lo, porém não recebeu novas informações sobre o caso. Agora, pretende procurar a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.

A jovem também destacou que recebeu apoio da equipe do restaurante após a agressão. Segundo ela, os colegas de trabalho evitaram reagir por medo de que o turista utilizasse a arma que teria sido vista no dia anterior.

O espaço segue aberto para esclarecimentos.


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