24 de agosto de 2026

Jovem denuncia agressão com arma após discussão em condomínio de Teresina; caso é investigado

Caso foi registrado por lesão corporal, ameaça e violência doméstica; defesa do suspeito nega agressão e afirma que objeto usado era uma arma de brinquedo

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Uma discussão motivada pelo volume do som em uma área de lazer de um condomínio na zona Leste de Teresina terminou com uma jovem de 18 anos ferida e o caso registrado na Polícia Civil do Piauí. Nicole Castro denuncia ter sido agredida por um morador do residencial na noite da última sexta-feira (21).

Segundo o relato da jovem, ela foi atingida na testa por um objeto semelhante a uma arma, o que provocou um corte e sangramento. O suspeito, identificado como Daniel Macêdo, de 43 anos, nega as acusações por meio da defesa, que sustenta que ele foi alvo de agressões por parte de um grupo de moradores e afirma que o objeto citado era um brinquedo.

O caso foi registrado como ameaça, lesão corporal, constrangimento ilegal, posse irregular de arma de fogo e violência doméstica contra a mulher. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil.

Homem aponta arma para jovens durante briga em condomínio de Teresina. (Foto: reprodução)

ENTENDA O CASO

De acordo com Nicole, o conflito teve início em um grupo de WhatsApp do condomínio, após reclamações relacionadas ao som de uma confraternização realizada na área de lazer.

A jovem afirma que, por volta das 22h30, o morador desceu ao local para pedir que o volume fosse reduzido. Segundo ela, o pedido foi atendido e o equipamento chegou a ser desligado, mas as discussões continuaram por meio do aplicativo de mensagens.

Ainda conforme o relato, um amigo dela procurou o homem para conversar sobre a situação. Nesse momento, teria ocorrido um empurrão, elevando a tensão entre os presentes.

Nicole diz que o morador deixou o local afirmando que iria ao apartamento e retornaria em seguida. Quando voltou, segundo ela, estava portando um objeto semelhante a uma arma e passou a agredir dois jovens, um deles menor de idade.

A situação foi registrada por moradores e vídeos da confusão passaram a circular nas redes sociais.

Nicole conta que também tentou gravar a cena com o celular. Segundo ela, ao perceber que estava sendo filmado, o homem tomou o aparelho e o jogou no chão.

A jovem relata que, ao confrontá-lo, acabou sendo atingida na testa pelo objeto que ele carregava.

“Diante de toda a situação, das ofensas anteriores, do histórico de comportamentos que eu já vinha enfrentando e, naquele momento, ao presenciar as agressões contra os rapazes, acabei indo em direção a ele para confrontá-lo”, declarou.

Ela também afirmou que o som que originou o desentendimento não era de sua responsabilidade, mas de outro grupo que ocupava uma mesa próxima na área de convivência do condomínio.

EPISÓDIOS ANTERIORES

Nicole afirmou ainda que já havia se sentido incomodada por comportamentos anteriores do morador.

Segundo ela, desde que passou a residir no condomínio, o homem teria apresentado atitudes consideradas invasivas, incluindo observações constantes e abordagens que classificou como assédio verbal em áreas comuns do residencial.

A jovem informou que existem testemunhas e documentos que podem auxiliar na apuração dos fatos.

O QUE DIZ A DEFESA

Em nota, os advogados de Daniel Macêdo contestaram a versão apresentada pela denunciante.

Segundo a defesa, o morador havia acionado a polícia por causa do barulho e aguardou por horas na portaria do condomínio. Ao retornar ao apartamento, teria sido cercado por cerca de 15 pessoas que participavam de uma festa.

Os advogados alegam que o grupo teria atacado o homem e seu veículo com garrafas e pedras. A defesa também negou que ele estivesse armado.

“Informações divulgadas de forma incompleta ou distorcida não correspondem à realidade dos acontecimentos”, afirmou a nota.

Ainda segundo os representantes legais, o objeto visto nas imagens seria uma arma de brinquedo e medidas judiciais já estão sendo adotadas para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.

O caso foi registrado inicialmente na Casa da Mulher Brasileira e encaminhado à 25ª Delegacia de Polícia (7ª Seccional).

A Polícia Civil do Piauí apura as circunstâncias da ocorrência e deve ouvir testemunhas para esclarecer as versões apresentadas pelas partes.


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