25 de agosto de 2026

No Piauí, Jorge Messias diz que Lula avalia “momento adequado” para nova indicação ao STF

O advogado-geral da União teve o nome rejeitado para a vaga no STF.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, evitou falar sobre o provável reenvio do seu nome para apreciação do Senado Federal à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e atribuiu a prerrogativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que detém o poder da indicação.

Cumprindo agenda em Teresina (PI), na manhã desta terça-feira (25), Jorge Messias proferiu uma palestra no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) durante a “IV Conferência Diálogos com o Futuro”. O evento faz parte dos 127 anos de criação do TCE-PI.

Jorge Messias, ao ser questionado sobre a nova indicação, disse que o presidente irá avaliar o momento adequado.

“Ele já me concedeu uma grande honra, que foi ter feito a primeira indicação e, como servidor público, sempre estou à disposição do meu país. Por isso, estou aqui hoje para fazer um debate público. Portanto, essas questões dependem mais de uma tomada de decisão do presidente, que vai avaliar o momento adequado para o desdobramento desse tema”, declarou.

O Senado rejeitou o nome de Messias no dia 29 de abril deste ano, sendo a primeira vez em 132 anos que um indicado do Governo Federal tem o nome reprovado pela Casa. O advogado-geral recebeu 34 votos a favor e 42 contrários.

A situação provocou um distanciamento na relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na semana passada, um encontro entre os dois chefes de poder marcou um possível realinhamento de pautas.

Jorge Messias avaliou o momento como positivo, mas evitou atribuir o fato a um possível clima para a nova indicação.

“Eu fico muito feliz com o restabelecimento das relações institucionais. São dois chefes de poderes. A Constituição nos convida a trabalhar com harmonia entre os poderes. Toda vez que os chefes de poderes sentam, dialogam e conversam, tratam das questões mais relevantes do país, como, por exemplo, a votação da PEC 6×1, eu acho que quem ganha é a sociedade”, afirmou.

A vaga em aberto foi deixada por Luís Roberto Barroso, que solicitou a aposentadoria antecipada no ano passado. Desde outubro de 2025, uma das 11 cadeiras do Supremo Tribunal Federal está vazia.

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