Quando se trata de exposição à fumaça, os olhos são uma das partes mais sensíveis do corpo humano. As toxinas presentes no ar poluído podem ocasionar uma série de efeitos que vão desde uma simples irritação até danos sérios à saúde.
Riscos da fumaça para a saúde ocular
Segundo o médico oftalmologista Leonardo Rezende, o ar poluído, em conjunto com as altas temperaturas e a umidade do ar reduzida, acarretam em ambientes extremos para o corpo, facilitando a percepção de sintomas oculares.
“Esse ambiente é extremo para o nosso corpo. Sentimos essas alterações da nossa superfície ocular que são as irritações. Com a irritação vem a coceira; com ela, podemos evoluir para alterações da nossa superfície ocular, como o aumento de grau e o ceratocone”, afirmou.

Cuidados
O ideal é sempre evitar o contato direto com áreas com incidência de fumaça. Quando for inevitável, alguns cuidados podem amenizar a situação. O oftalmologista explica que lavar os olhos com soro fisiológico, em muitos casos, é o melhor, mas recomenda evitar o seu uso para lubrificação diária.
“Se você tiver tido contato com a fumaça diretamente nos olhos, lavar o olho às vezes com soro fisiológico é ideal. Mas não se deve usar o soro para lubrificar, porque ele tem mais sal do que a nossa lágrima”, explicou.
Além disso, o uso de colírios lubrificantes, compressas de água gelada, a boa hidratação e, se possível, umidificar o ambiente com um umidificador ou uma bacia de água também podem ser aliados nestas situações. Mas atenção: o uso de gelo diretamente nos olhos não é indicado devido ao risco de queimaduras.
Pessoas que já apresentam quadros graves de irritabilidade devem procurar atendimento especializado para melhores orientações.
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