23 de setembro de 2026

Nutricionista denuncia agressão de motorista por aplicativo em Teresina: “me senti impotente”

A confusão foi motivada por um desentendimento sobre o local de desembarque.

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A nutricionista Noemia Cristiny denunciou ter sido agredida por um motorista de transporte por aplicativo após uma corrida realizada nessa terça-feira (22), em Teresina (PI). Segundo a vítima, ela seguia com a mãe para um velório no Cemitério São José, no bairro Mafuá, zona Norte da capital, quando um desentendimento sobre o local de desembarque terminou em agressões físicas e ofensas.

Ao Portal ClubeNews, Noemia relatou que a discussão começou quando o condutor, identificado apenas como Gilvan, parou o veículo em um ponto diferente do destino que ela havia solicitado pelo aplicativo. De acordo com a nutricionista, o motorista insistiu que a localização indicava aquele local, enquanto ela afirmava que a corrida deveria ser encerrada em outra entrada do cemitério.

“A gente ia sentido São Joaquim-Centro, bastava ele fazer a rotatória e parar na entrada. Ao invés de seguir pela [Avenida] Principal, ele deu a volta e entrou na ruazinha, na lateral do cemitério. Ele disse ‘é aqui’. E eu disse ‘não, moço, é na outra entrada’ […]. Ele começou a dizer que a localização estava dando ali. Só que eu não tinha colocado localização para a Avenida Miguel Rosa, tinha colocado para a Avenida Principal”, explicou.

Segundo Noemia, a situação se agravou após ela deixar o veículo. A nutricionista assume que bateu a porta com força ao sair do carro e que, em seguida, passou a ser insultada pelo motorista. Ela relata que o homem desceu do veículo e a perseguiu, momento em que ocorreu a agressão. A vítima sofreu um ferimento na boca após ser atingida no rosto e também ficou machucada em um dos braços.

Foto: arquivo pessoal

“Ele foi logo já finalizando a corrida, dando a volta, para não parar onde era para ele parar, e foi abrindo as portas e mandando a gente descer. Eu questionei: ‘moço, você não está fazendo corrida por sua conta, está fazendo pelo aplicativo’. Ele começou a discutir comigo, eu saí, bati a porta de uma vez. Já estava dando as costas, quando ele me xingou. Ele já se sentiu no direito de sair correndo atrás de mim, tentando me bater”, detalhou.

Ainda conforme a nutricionista, o motorista só interrompeu as agressões quando a mãe dela informou que acionaria a polícia e registraria uma denúncia.

Após o episódio, Noemia procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência e, posteriormente, foi encaminhada à Casa da Mulher Brasileira. Ela informou que a Polícia Civil estabeleceu um prazo de até 15 dias para apresentar uma atualização sobre o andamento das investigações. Nesse período, a plataforma de transporte deverá ser acionada para auxiliar na identificação do condutor.

A vítima também afirmou que entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo. Segundo ela, a plataforma informou que analisará o caso, disponibilizou um cupom de R$ 20 para futuras viagens e bloqueou a possibilidade de que ela volte a ser conectada ao mesmo motorista.

Para Noemia, a agressão gerou um sentimento de insegurança e vulnerabilidade.

“Eu me senti impotente, porque você estar em uma corrida, que, teoricamente, era para ser segura, porque é dentro de uma plataforma. Os motoristas, teoricamente, têm que ser verificados, e aparentemente não são. O sentimento que dá é de impotência, você não se sente segura. E por ser mulher, querendo ou não, você se torna um alvo mais fácil para essas agressões acontecerem”, desabafou.


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