
A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na noite de quarta-feira (24), um homem identificado pelas iniciais M.O.C., de 60 anos, que estava foragido da Justiça há quase três décadas por um crime de homicídio ocorrido em Timon.
A captura foi realizada por equipes da Divisão de Inteligência e Captura (DICAP), vinculada à 18ª Delegacia Regional de Timon, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal do município.
Segundo a investigação, o homem era procurado desde 25 de dezembro de 1998, quando teria cometido um homicídio no bairro Parque Alvorada.
De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu após uma confusão durante uma festa. O suspeito teria sido agredido por um grupo de pessoas e, em seguida, retornado à própria residência para buscar uma espingarda cartucheira.
Ao tentar voltar para o evento, ele teria sido impedido pelos seguranças. Pouco depois, efetuou um disparo em direção a um grupo de jovens que caminhava pela Rua 19. O tiro atingiu pelas costas a vítima G.S.C., de 20 anos, que morreu em decorrência dos ferimentos.
Após o assassinato, o investigado desapareceu e passou a viver em diferentes cidades para evitar a prisão. Conforme a Polícia Civil, ele residiu durante cerca de dez anos em Fortaleza (CE) e posteriormente morou em Paragominas (PA) e Imperatriz (MA). Mais recentemente, estava vivendo no povoado Centro Novo, na zona rural de Senador Alexandre Costa (MA).
Durante o trabalho de inteligência, os policiais identificaram o paradeiro mais recente do foragido e seguiram até a localidade. No entanto, ao chegarem ao endereço, descobriram que ele havia retornado para Timon poucos dias antes.
A equipe então intensificou as buscas e conseguiu localizar o suspeito por volta das 19h, no Povoado Pinto, onde ele estava hospedado na casa de um familiar.
Segundo a Polícia Civil, M.O.C. era considerado o segundo foragido há mais tempo da Justiça em Timon e o quinto mais antigo procurado em todo o Maranhão.
Após a prisão, ele foi encaminhado para a Delegacia Regional de Timon e, em seguida, transferido para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
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