
A Justiça concedeu liberdade provisória ao idoso de 66 anos investigado por agredir a própria neta, de 18 anos, após ela relatar ter recusado uma tentativa de abuso sexual. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na última sexta-feira (25) e confirmada à Rede Clube pela Polícia Federal, que conduz as investigações. Os motivos que levaram à revogação da prisão não foram divulgados.
O suspeito havia sido preso em flagrante e, no início de setembro, teve a detenção convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia. Agora, com a nova decisão judicial, ele responderá ao processo em liberdade.
O caso aconteceu em 31 de agosto, no município de Caxingó, Norte do Piauí. Após a ocorrência, o homem foi localizado e preso no município vizinho de Caraúbas do Piauí.
Em depoimento, o investigado negou qualquer envolvimento nas agressões. Segundo ele, esteve na residência da neta durante a madrugada apenas para conversar e deixou o local sem que houvesse qualquer desentendimento.
De acordo com informações da Polícia Militar, a jovem deu entrada na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Caxingó apresentando diversos ferimentos, incluindo lesões na cabeça e no rosto, sangramento nasal e intenso inchaço nos olhos. Em razão da gravidade do quadro, ela foi encaminhada ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba.
Conforme a Polícia Civil, a vítima não pôde ser ouvida imediatamente após o crime porque estava hospitalizada e apresentava dificuldades para recordar os fatos. Mais tarde, ela relatou por telefone aos investigadores que teria sido agredida pelo avô após rejeitar uma investida sexual.
O caso é apurado como tentativa de feminicídio. Além disso, a polícia investiga a possível prática dos crimes de tentativa de estupro e lesão corporal grave.
Versão do suspeito
Durante o interrogatório, o homem confirmou que passou pela residência da neta, localizada no povoado Jacobina, zona rural de Caxingó, na madrugada do ocorrido. Segundo sua versão, a jovem estava acordada, abriu a porta da casa e os dois permaneceram conversando na cozinha por cerca de 40 minutos.
Ele afirmou ainda que não entrou no quarto da vítima, negou qualquer agressão física ou tentativa de violência sexual e declarou acreditar ter sido apontado como autor do crime por ter sido a única pessoa que esteve na residência naquela madrugada.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado à Penitenciária Mista Juiz Fontes Ibiapina, em Parnaíba, onde permaneceu custodiado até a decisão que lhe concedeu liberdade provisória.
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