A adolescente de 17 anos conhecida como “Princesinha” é apontada pela Polícia Civil como a responsável pelos disparos que mataram a influenciadora Rafaella Freire Cabral, de 22 anos, no dia 20 de setembro deste ano, em um clube de lazer, na zona Leste de Teresina (PI). Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por rivalidades ligadas ao contexto de facções criminosas e foi precedido por uma sequência de acontecimentos dentro do local.
Nesta sexta-feira (09), uma operação da Secretaria de Segurança Pública resultou nas prisões de Manoel Messias e Sérgio Eduardo, suspeitos de participação no assassinato. A investigada Catarina da Silva, apontada como peça importante na dinâmica do crime, foi presa dias após a execução.
De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, da Delegacia de Feminicídios, as investigações identificaram os envolvidos por meio da análise de imagens de segurança e do trabalho de campo realizado após o homicídio.
“Foi justamente no sentido de prisão dos envolvidos do caso da Rafaella. Há cerca de uma semana a gente já tinha realizado essa primeira prisão, que foi fundamental para a operação de hoje. Foram coletadas, na data do fato, imagens que foram fundamentais no sentido de identificação dos envolvidos”, afirmou.
Segundo a investigação, Rafaella chegou ao clube acompanhada do namorado e de familiares.
Ainda conforme a polícia, houve inicialmente uma confusão envolvendo o companheiro da influenciadora e pessoas que estavam em uma mesa ocupada por integrantes do grupo investigado. A discussão teria começado por causa de uma tomada de energia e evoluído para luta corporal.
Em seguida, ocorreu um segundo desentendimento, desta vez entre Rafaella e Catarina da Silva. “Num segundo momento, teve uma discussão da Catarina com a vítima Rafaela”, explicou a delegada.

A partir desse episódio, a investigação aponta que Catarina teria identificado a presença da influenciadora no local e repassado informações aos executores.
“Segundo testemunhas, a própria Catarina teria tirado uma foto da Rafaela e a investigação caminha no sentido de que ela enviou para o grupo que realizou a execução”, disse Nathália Figueiredo.
As imagens analisadas pela polícia mostram que Rafaella não foi morta imediatamente após a discussão. Segundo a delegada, a influenciadora foi conduzida por integrantes do grupo criminoso até outro ponto do clube.
“As imagens mostram o momento em que a vítima é levada por esses envolvidos para o local em que foi realizado o disparo”, relatou.
A polícia afirma que Manoel Messias integrava o grupo que participou dessa condução.
“Ele faz parte do Bonde dos 40 e estava no mesmo grupo que realizou essa condução da vítima ao local em que foram realizados os disparos”, afirmou a delegada.
QUEM É A “PRINCESINHA”
Conforme as investigações, a adolescente conhecida como “Princesinha” estava em um veículo branco utilizado pelos criminosos no dia do assassinato. A polícia afirma que ela desceu do carro e efetuou os tiros que mataram Rafaella.
“Em ato contínuo, a adolescente, conhecida como Princesinha, que estava nesse veículo, sai do veículo e realiza os disparos, matando a vítima no local”, detalhou Nathália Figueiredo.
A adolescente é apontada como integrante do Bonde dos 40 e ocupa uma posição de relevância dentro da facção.
“As investigações apontam, inclusive, que a executora dos disparos seria essa adolescente, conhecida como Princesinha, que ocupa um posto de importância no Bonde dos 40”, afirmou a delegada.
Além do envolvimento na morte da influenciadora, a adolescente já era investigada pelo Draco por outros crimes. Segundo o delegado Charles Pessoa, ela possui mandado de internação e também é suspeita de participação em outro homicídio.
A Polícia Civil afirma que o assassinato vai além da discussão registrada naquela noite e está inserido em um contexto de disputas entre integrantes de organizações criminosas.
“Já existia um contexto de animosidade entre a Rafaela e a adolescente conhecida como Princesinha”, afirmou a delegada.
Questionada sobre a ligação entre o crime e publicações feitas pelas envolvidas nas redes sociais, Nathália confirmou que essa hipótese faz parte da investigação.
PRISÕES E APREENSÕES
Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de participação no assassinato. Durante a operação desta sexta-feira, os policiais também apreenderam o carro alugado que teria sido utilizado na ação criminosa.
Segundo a polícia, Sérgio Eduardo confessou participação no crime durante depoimento.
Além disso, os agentes encontraram uma grande quantidade de drogas do tipo skunk.
As investigações continuam e a polícia busca localizar a adolescente apontada como autora dos disparos. Novas prisões não estão descartadas.
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