26 de outubro de 2026

“Não passa pela minha cabeça”, diz Rafael Fonteles sobre possibilidade de ser ministro de Lula

O governador concedeu entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (26), um dia após a vitória de Lula para a Presidência da República.

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Rafael Fonteles e Lula (Foto: Reprodução)

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), comentou, nesta segunda-feira (26), sobre a possibilidade de ser indicado para o cargo de ministro da Fazenda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato. O assunto ganhou repercussão após o governador piauiense acompanhar Lula durante o segundo turno das eleições, atuando como um dos principais coordenadores da campanha.

Em entrevista à GloboNews, o chefe do Executivo estadual afirmou que não recebeu convite para assumir a pasta e que não cogita essa possibilidade.

“Qualquer menção positiva ao nosso nome, a gente agradece, mas nunca tratei com o presidente da República sobre qualquer cargo nesse eventual mandato dele, seja antes ou depois da eleição. Eu acho que isso nunca aconteceu na história, de um governador assumir cargo ministerial. Isso não passa nem pela minha cabeça […]. Eu nem tenho como cogitar uma hipótese dessa”, disse.

Fonteles ressaltou que está focado em continuar à frente do Governo do Piauí, para o qual foi reeleito em 4 de outubro. Ele também comentou sobre a relação de amizade com Lula e a proximidade entre os dois durante o segundo turno das eleições.

“Eu estou aqui para contribuir com o presidente Lula, como amigo de longa data. Ele já é amigo do meu pai, que foi um dos precursores do PT no estado. Então, nós temos essa relação de intimidade há muito tempo. Eu tenho 41 anos de idade, e o presidente tem 80 anos. Essa relação de intimidade ficou muito mais forte nesse segundo turno da campanha eleitoral. Eu ainda espero ser diplomado, muito em breve, pela Justiça Eleitoral do meu estado, como governador reeleito, e tomar posse para cuidar do povo do Piauí […]”, afirmou.

Para Rafael Fonteles, os próximos quatro anos do governo Lula serão marcados por uma presença mais intensa do presidente nas redes sociais, estratégia adotada durante a campanha para ampliar o diálogo com os eleitores.

“Ele entendeu de forma muito clara que, hoje, as pessoas estão muito conectadas à internet. O brasileiro, em média, fica nove horas por dia na internet. Então, ele vai ter uma presença muito mais forte junto ao povo para receber esse feedback, essas sugestões e essas reclamações da sociedade, como também para explicar suas medidas por meio das redes sociais. Então, eu não tenho dúvida de que ele vai fazer um mandato ainda mais próximo do povo”, explicou.

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