
O presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), Aderson Nogueira, criticou a disponibilidade de recursos do Poder Judiciário no orçamento do Governo do Estado. Segundo o presidente, cerca de 99,84% do valor disponível é gasto com a folha salarial dos servidores.
O aperto orçamentário, na visão do presidente, dificulta a implementação de melhorias em infraestrutura e ações. Aderson Nogueira disse que o Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário do Estado do Piauí permite implementar as melhorias planejadas.
“É um Tribunal de Justiça de porte pequeno na estrutura dos tribunais do Brasil. Se nós imaginarmos que 99,84% do nosso orçamento é gasto com folha, nos resta muito pouco para se manter a estrutura. O que nos salva aqui é a administração de um fundo. Nós permitimos o tribunal construir e comprar móveis e equipamentos”, destacou.
O orçamento previsto para o TJ-PI é de R$ 1.071 milhão em 2027. A Corregedoria Geral da Justiça deverá ter à disposição R$ 34.324.981,00 e o Fundo Especial, R$ 126.787.585,00.
Transição
Aderson Nogueira conclui o atual mandato em dezembro de 2026. Ele sucedeu o desembargador Hilo de Almeida e, agora, passará o comando do TJ-PI ao desembargador Agrimar Rodrigues, eleito presidente o Tribunal.
“Nós sentimos a sensação de dever cumprido. Nós vínhamos de uma gestão extremamente bem sucedida e imaginamos que vamos entregar ao desembargador Agrimar em janeiro com essa mesma imagem”, afirmou.
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