
Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, tecnólogos em radiologia, laboratório e setor administrativo do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) anunciaram greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (23).
De acordo com Danyelle Alves Vieira, enfermeira e diretora do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí -Senatepi os profissionais pedem reajuste salarial, assinatura do acordo coletivo de trabalho 2022/2023 e a não retirada de direitos. Ela conta que o último reajuste salarial foi em 2019.
Ao Portal ClubeNews, Danyelle afirmou que 40% dos funcionários do hospital paralisaram e em média 15 cirurgias por dia estão sendo canceladas. O movimento grevista iniciou na terça-feira (21) com os profissionais da área administrativa e assistencial do hospital. Os exames ambulatoriais e consultas estão suspensos no HU-UFPI.
Em nota, a Ebserh comunicou que peticionou, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), requerendo o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos Acordos Coletivos do Trabalho (ACTs) em aberto.
Nota na íntegra:
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) informa aos empregados que a relatora do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST),ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% (cinquenta por cento) em cada área administrativa e de 60% (sessenta por cento) para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), em caso de descumprimento.
É importante acrescentar que, com o início das manifestações, fica ainda mais clara a vontade dos empregados, semelhante à da Ebserh, em uma resolução rápida para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Diante do impasse nas negociações, a Ebserh peticionou no dia 10 de agosto, no próprio TST, pedido para análise dos ACT’s em curso, requerendo o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos ACTs em aberto.
O próprio TST sinalizou, em decisão proferida nessa terça-feira (20), que o processo já está se encaminhando para julgamento do mérito. Para que isso ocorra, basta que as entidades sindicais peticionem nos autos do dissídio coletivo concordando com o julgamento imediato pelo TST, inclusive com relação às cláusulas sociais e econômicas do ACT.
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