
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) constituiu um Grupo de Trabalho para construir diretrizes de combate à violência de gênero na instituição, “como forma de ampliar o bem-estar, acolhimento e integridade do público feminino”.
A medida foi tomada após a morte da estudante de Jornalismo, Janaína Bezerra, estuprada e morta por outro aluno em uma sala de estudos da pós-graduação, na madrugada do sábado (28).
Após o crime, manifestações de luto e protesto foram organizadas por estudantes, professores e familiares da vítima. Os protestos pedem por justiça e por mais segurança na Ufpi.
Na terça-feira (31), alunos, em ocupação do salão de reunião dos reitores, apresentaram uma lista de 23 propostas à UFPI. As diretrizes foram discutidas em Assembleia Geral.
Desde então, a primeira ação anunciada pela UFPI foi a criação do Grupo de Trabalho contra a violência de gênero, formado por oito integrantes, constituído pelo Ato da Reitoria Nº 156/2023 e tem à frente a professora Edna Magalhães, pesquisadora do campo educacional e lotada no Departamento de Fundamentos da Educação (DEFE).
Segundo a instituição, a característica principal do comitê será a “pluralidade de vozes com a presença de diferentes segmentos da Universidade”. Será esquematizado um cronograma de enfrentamento à violência de gênero e outras questões que perpassam sobre assédio e feminicídio. “A comunidade acadêmica vai contribuir com a elaboração dessas políticas”, frisou.
Serão convidados para integrar o Grupo de Trabalho todos os segmentos da UFPI, inclusive os coletivos de pesquisadores do campus de Teresina e dos campi do interior.
Já nesta sexta-feira (3) o comitê tem uma reunião agendada com o coletivo de mulheres do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL).
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