
O ano novo se aproxima e perder peso está no topo da lista de desejos para o próximo ano, mas emagrecer para as pessoas com obesidade é uma necessidade para o bem-estar físico, mental e social.
A obesidade pode atingir todas as faixas etárias. Ela é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal em quantidade que determine prejuízos à saúde. Trata-se de uma doença crônica e progressiva, representando um grande desafio para a saúde pública.
Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m² e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m². Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e 29,9 kg/m² são diagnosticados com sobrepeso e já podem ter alguns prejuízos com o excesso de gordura.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), seis em cada dez brasileiros, apresentam excesso de peso, ou seja, cerca de 96 milhões de pessoas estão acima do peso no país. A maior prevalência é no público feminino, atingindo cerca de 62,6% das mulheres e 57.5% dos homens. O problema do excesso de peso também é uma realidade entre as crianças e adolescentes.
As causas da obesidade têm origem complexa e multifatorial, resultando da interação de genes, ambiente, estilos de vida e fatores emocionais. O ambiente moderno é um potente estímulo para a obesidade. O sedentarismo, hábitos alimentares inadequados com o aumento da ingestão calórica são fatores que contribuem para o surgimento da doença.
A obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral, distúrbios musculoesqueléticos e até para alguns tipos de câncer, além de contribuir para alguns transtornos psiquiátricos e para o desenvolvimento de casos mais graves da Covid-19.
Os pacientes obesos são alvo de estigmas e preconceitos. O próprio estigma social aos quais muitos obesos estão associados pode servir de gatilho para o desenvolvimento de transtornos mentais. Cerca de 60% dos pacientes com obesidade sofrem de algum distúrbio psiquiátrico, sendo os mais comuns a depressão e a compulsão alimentar, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO).
É fundamental o cuidado adequado em todas as etapas das situações que envolvem a obesidade. A prevenção inclui mudanças de estilo de vida e as técnicas cognitivo-comportamentais, associado a orientações nutricionais para reduzir o consumo de calorias na alimentação e a realização de atividades físicas para aumentar o gasto calórico.
As questões relacionadas à qualidade do sono, nível de estresse e uso de medicamentos que contribuem para o ganho de peso também devem ser lembradas. O tratamento é multidisciplinar e inclui uma alimentação saudável, a prática regular de atividade física, podendo ser associado ao uso de medicamentos. Nos casos mais graves e naqueles que não tiveram sucesso com as medidas anteriores, pode ser indicado o tratamento cirúrgico.
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