
Os alunos beneficiários do auxílio alimentação da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) têm criticado a forma de pagamento dos recursos. O valor de R$ 300 mensais não é pago durante o período das férias, prejudicando os discentes que precisam do benefício de forma integral.
A Evellyn Ayla é natural do estado do Amapá e veio para Teresina cursar Turismo na Uespi. Por ser estudante de baixa renda, ela recebe um auxílio da Universidade para custear despesas básicas, como a alimentação.
“Para alunos como eu, que sou de outro estado, o auxílio alimentação é uma das nossas principais rendas para permanecer na universidade. Durante as férias, aluno, como eu, não têm condições de retornar aos seus estados”, disse.
Hoje, cerca de 3.500 universitários da Uespi recebem o valor mensal referente ao auxílio alimentação. Desde 2021, o benefício é calculado com base em uma lei estadual. Para cada dia letivo, o estudante recebe um valor de R$ 10.
Em janeiro de 2025, a Uespi ofertou 10 dias letivos de aula, contabilizando o valor de R$ 100 para cada estudante. Em fevereiro, a instituição registrou apenas cinco dias de aula, somando R$ 50 aos beneficiários.
A lei não obriga a Universidade a conceder o pagamento do benefício durante as férias regulares. No entanto, o diretor da Central dos Estudantes (DCE), Natanael Soares, lembrou que os estudantes dependem dos recursos de forma integral para não abandonarem seus respectivos cursos.
“Os estudantes que estão de férias precisam se alimentar e acabam não recebendo o benefício. Isso prejudica, porque dificulta a permanência deles na Universidade. Toda essa questão da lei chega de uma forma errônea, porque considera apenas uma refeição diária”, criticou.
O QUE DIZ A UESPI
A Universidade Estadual afirmou apenas que investiu mais de R$ 12 milhões em 12 campi para bancar o auxílio alimentação. Além disso, segundo a diretora do Departamento de Assuntos Estudantis, o valor mensal foi reajustado há dois anos, chegando a R$ 300 por mês. O recurso deverá ser apliado para mais estudantes.
“Tivemos um aumento do ano anterior para este ano de quase 1.500 vagas para o auxílio-alimentação, concedido pelo Governo do Estado. Estamos incluindo a pós-graduação para alunos de vulnerabilidade socioeconômica. A Universidade está buscando sempre melhorar as condições do aluno para que ele permaneça”, declarou a diretora de Assuntos do Departamento de Assuntos Estudantis, Aline Deolindo.
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