
A cidade de Teresina (PI) tem registrado casos em que vítimas de assaltos reagiram e conseguiram evitar o crime. Em alguns desses episódios, assaltantes foram imobilizados por populares. No entanto, especialistas alertam que esse tipo de atitude nem sempre termina de forma positiva e pode aumentar o perigo para a vítima.
O delegado Samuel Silveira reforça que a recomendação das forças de segurança é sempre evitar a reação. “A vítima, felizmente, possa ter sucesso, mas não é o que a estatística demonstra. Sempre orientamos a população para não proceder com nenhuma forma de reação. Veja que até em situações policiais, quando há um confronto, sempre há contextos de desafios. Imagine um cidadão comum, sem nenhuma preparação policial, tentando reagir. A orientação é que haja passividade, sem reação”, explica.
O delegado ainda destaca que criminosos podem estar sob efeito de álcool ou drogas, tornando suas reações imprevisíveis. “Os resultados podem variar. Me refiro não apenas a colegas policiais, mas à imensa maioria das vítimas que, infelizmente, ao reagirem, acabam não levando a melhor”, conta.
Outro fator que pesa contra a reação é o elemento surpresa. “O bandido normalmente pega a vítima desprevenida, o que dificulta até mesmo um raciocínio rápido para organizar uma reação. Isso é totalmente diferente de um policial treinado, que mantém um estado de alerta constante e pode avaliar melhor o momento para uma possível reação”, detalha.
Uso de tasers e spray de pimenta
Sobre o uso de itens de defesa pessoal, como tasers e sprays de pimenta, o delegado Samuel Silveira explica que eles são válidos para determinadas situações, mas não são recomendados em casos de assalto.
“Um spray de pimenta é bastante válido, especialmente para o público feminino, em situações de assédio ou incomodações indevidas. Mas, em um assalto, principalmente quando há uma arma de fogo envolvida, a orientação é sempre pela não reação”, frisa.
O delegado reforça que a letalidade de uma arma de fogo é incomparável a de um taser ou spray de pimenta. “Não dá para arriscar. A probabilidade de uma reação malsucedida é muito maior. Imagine uma mulher com um spray de pimenta sendo assaltada por um ou mais indivíduos, um deles armado. Ao tentar reagir, a chance é da tentativa ser frustrada”, conclui.
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