
Familiares de pacientes com doença de Crohn, em Teresina (PI), denunciam demora no recebimento do suplemento alimentar, que é essencial para o tratamento e controle da inflamação. A doença de Crohn é uma doença inflamatória crônica do trato gastrointestinal. Ela afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado e intestino grosso.
“É uma doença que acomete pessoas que tem uma predisposição genética, que tem uma resposta imunológica exagerada, principalmente, quando há mudanças na microbiota intestinal. É uma doença que está muito mais prevalente hoje, porque entramos em contato com substâncias e alimentos processados e industrializados”, explicou a médica gastroenterologista Jozelda Lemos.
Atualmente, a doença não tem cura, porém, possui um tratamento multifatorial. A filha de 14 anos de Carlos Natalino sofre com isso. Em entrevista à TV Clube, ele informou que a adolescente chegou a perder 10 quilos em apenas 20 dias e que a suplementação alimentar é fundamental para o tratamento.
“Nós estamos atrás do tratamento. A gente viu que é muito caro, então, fomos atrás pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Depois de um bom tempo, conseguimos a medicação pelo governo. Tem uma medicação, que é um suplemento, que é pela Fundação Municipal de Saúde. Consegui dar a entrada dia 8 de janeiro; vai fazer quatro meses e a gente não conseguiu ainda esse medicamento. Sempre dizem que não tem previsão [para entregar o suplemento]”, contou Carlos.
O que diz a FMS
Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que identificou atrasos na aquisição de fórmulas alimentares especiais e iniciou um novo processo licitatório em 2025. Também foi informado que apesar da regulação parcial da entrega, a alta demanda pode causar atrasos.
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