
O Piauí aparece entre os estados que menos perderam população para outras unidades da federação no Brasil. É o que revelam os dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os anos de 2017 e 2022, o estado registrou um saldo migratório negativo de 13.274 pessoas, o que representa uma perda de apenas 0,41% da população total, o quinto menor percentual entre os 27 estados brasileiros.
No período analisado, 100.877 piauienses deixaram o estado para viver em outras localidades, enquanto 87.603 pessoas migraram de outros estados para o Piauí. Ainda assim, o resultado indica uma relativa estabilidade demográfica frente a outros estados do Nordeste, como Maranhão (-1,91%), Alagoas (-1,36%) e Pernambuco (-0,46%).
Os estados com menor taxa líquida de perda populacional por migração foram:
- Ceará: -0,01%
- Roraima: -0,43%
- Rio Grande do Norte: -0,14%
- Sergipe: -0,27%
- Piauí: -0,41%
Já os estados que mais perderam população no período foram:
- Rio de Janeiro: -165.360 pessoas (-1,03%)
- Maranhão: -129.228 pessoas (-1,91%)
- Distrito Federal: -99.593 pessoas (-3,53%)
- Pará: -94.097 pessoas (-1,16%)
- São Paulo: -89.578 pessoas (-0,20%)
Segundo o IBGE, esse saldo migratório negativo em muitos estados reflete dinâmicas econômicas, desigualdades regionais e padrões históricos de redistribuição populacional. No caso do Piauí, a baixa perda migratória se contrapõe à tendência nacional de maiores fluxos migratórios, especialmente em estados com maior densidade urbana e industrialização.
A Paraíba foi o único estado do Nordeste com saldo migratório positivo: recebeu 119.695 pessoas e viu partir 88.743, acumulando um ganho de 30.952 habitantes (taxa líquida de 0,78%), o primeiro crescimento nesse indicador desde 1991.
Santa Catarina lidera o ranking nacional de crescimento populacional via migração, com saldo de 354.350 pessoas (4,66%), seguido por Goiás (2,65%), Mato Grosso (2,84%) e Paraná (0,74%). Por outro lado, o Rio de Janeiro lidera em perdas populacionais, com saldo negativo superior a 165 mil pessoas.
Em todo o Brasil, o Sudeste deixou de ser a região com maior saldo migratório positivo. Entre 2017 e 2022, o Sudeste perdeu 121 mil habitantes, tornando-se uma região “exportadora líquida” de população pela primeira vez desde 1991. O Nordeste, por sua vez, também teve perda de 249 mil pessoas, embora menor que no Censo de 2010, quando esse número ultrapassava 700 mil.
O Censo também mostrou que São Paulo continua sendo o principal destino da população nordestina. No caso específico do Piauí, mais de 1 milhão de piauienses residem em outros estados, e São Paulo concentra 31% desse total. Já o Maranhão (17%) e o Distrito Federal (12,3%) aparecem como segundo e terceiro destinos preferidos.

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