Erisvaldo Joaquim do Nascimento, conhecido como Lombra, foi indiciado pela Polícia Civil pelo assassinato a facadas de Antônio José da Silva, de 56 anos, e pela tentativa de homicídio contra a companheira da vítima, Wanderlea Mendes Costa, de 46 anos. O inquérito foi concluído nesta terça-feira (7).
O crime ocorreu no último dia 27 de setembro, no bairro Pio XII, zona Sul de Teresina. Segundo o delegado Jorge Terceiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito era conhecido do casal e conversava com eles na calçada da residência quando desferiu os golpes, sem motivação aparente.

Na ocasião, Antônio José estava com dificuldades em se locomover e usava muletas. Ele foi atingido por duas facadas, enquanto Wanderlea conseguiu desviar do golpe certeiro e foi ferida no ombro.
“Ele [suspeito] era acostumado a ficar sentado na calçada com as vítimas à noite. Nesse dia, não se sabe o porquê, de surpresa, ele, sentado conversando, pegou uma faca que a vítima tinha e que usava para cortar manga enquanto ficava conversando. Desferiu um golpe fatal na região do peito esquerdo, deu a volta e desferiu um golpe na região da barriga, e também buscou golpear a esposa da vítima na região do pescoço. A todo momento, ele [suspeito] dizia que ia matar ela também”, afirmou o delegado.
Erisvaldo foi contido por duas testemunhas que presenciaram a cena. Ele fugiu do local com a faca na mão até um posto de combustíveis e foi preso por um policial militar do Maranhão à paisana que passava nas proximidades para deixar familiares em sua residência. Uma câmera de segurança do estabelecimento registrou o momento em que o suspeito é detido após o crime.
Segundo Jorge Terceiro, o suspeito tentou reagir, mas desistiu ao ver a arma do policial. A defesa de Erisvaldo não apresentou laudou sobre distúrbios mentais que pudessem ter ocasionado o crime.
“Ele deixou a faca no chão e foi detido, foi amarrado enquanto chegava a guarnição da Polícia Militar. Estava muito alterado, na Central de Flagrantes ele não disse nada sobre qual seria o motivo daquele ato. Nós ouvidos no procedimento a vítima sobrevivente e duas testemunhas oculares, que citaram que antes não houve qualquer briga, discussão, xingamento”, disse.
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