A Associação de Cadeirantes do Município de Teresina (Ascamte), com mais de 20 anos de atuação, transforma a vida de pessoas com mobilidade reduzida na capital. A entidade foi uma das selecionadas para a Campanha Prato Cheio 2025, promovida pela Rede Clube, que reforça sua missão de solidariedade com a entrega de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social. A Ascamte está localizada no Centro Pastoral Paulo VI, em Teresina.
Maria Fernanda se tornou cadeirante aos 21 anos, após sofrer um acidente. Ela relata que a perda do movimento das pernas foi um “baque” e que, no início, ficou dependente. No entanto, ela conheceu a associação, participou de uma reunião, gostou da iniciativa e se associou, permanecendo na Ascamte por 20 anos.

Maria Fernanda conta que, após encontrar pessoas em situação semelhante, se sentiu mais alegre e fortalecida para o dia a dia. Ela também criticou a falta de acessibilidade em Teresina.
“Não é lá essas coisas, mas a acessibilidade é muito ruim. As ruas, a cidade não é adequada para um cadeirante”, lamenta.
Laíse Santos, representante da associação, define o grupo como um símbolo de resiliência e luta. Ela destaca que, após duas décadas, a Ascamte acolhe muitas pessoas e se tornou uma referência.

“A gente luta pelo transporte público, pela acessibilidade, para termos espaço em locais de fala. Então a gente busca isso. E é esse lugar que nos cabe e quem sabe daqui uns anos ser reconhecido por nosso trabalho e papel social em Teresina”, afirma.
Zulmira Francisca, também associada, conta que foi recebida na Ascamte como se fosse parte da família. Ela considera os membros pessoas boas que oferecem apoio com palavras, além de suporte com alimentação e saúde.

Além do acolhimento social, a associação incentiva a prática de esportes. Um time de paratletas, composto por 14 integrantes – sendo oito deles associados da Ascamte – ajuda os membros a vencerem seus próprios limites.
Maria Fernanda, que encontrou acolhimento na associação, começou a praticar esportes há apenas dois anos. Ela relata que foi uma experiência emocionante que a ajudou a quebrar um tabu, ao jogar badminton como paratleta.

“Tem dois anos que estou jogando e estou adorando e gostando cada vez mais. Vou continuar jogando. Isso me emociona, para mostrar que eu posso, eu quero e vou continuar”, finaliza.
Veja também:
Campanha Prato Cheio: AMH acolhe pacientes com mielomeningocele e hidrocefalia em Teresina
Prato Cheio 2025: Piauí tem oito pontos de coleta de doações; veja onde doar
Campanha Prato Cheio: Casa Aliança auxilia 170 crianças e adolescentes em Picos
Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui!
