30 de novembro de 2025

Vídeo: 50 animais silvestres recuperados em operações são soltos na natureza no Piauí

A ação devolveu ao habitat natural espécies que haviam perdido seu espaço na natureza.
Atualizado há 1 dia

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O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), realizou, nesta semana, a soltura de 50 animais silvestres em áreas de preservação no Norte do Piauí.

A ação devolveu ao habitat natural espécies que haviam perdido seu espaço na natureza, fosse pela manutenção indevida em cativeiro doméstico ou por resgates de situações de tráfico e maus-tratos.

Espécies reintroduzidas

Entre os animais liberados estão 20 jabutis (das espécies piranga e tinga), além de uma grande diversidade de aves e pequenos mamíferos. A lista inclui:

  • Aves: dois chicos-pretos, dois sabiás-laranjeira, seis galos-de-campina, dois bigodes-de-coleira, um golinho, um garibaldi, um cancão, dois papas-capim, um caburezinho, um bigodinho, uma rolinha, um xexéu, um carcará e uma buraqueira.
  • Mamíferos: dois saguis-de-tufo-branco.

Processo de recuperação

Segundo a Semarh, a maioria dos animais chega ao Cetas em estado crítico: debilitados, desnutridos, feridos ou com comportamento alterado. A equipe técnica realiza um trabalho minucioso de meses para recuperar a musculatura, a capacidade de voo, o faro e a autonomia para buscar alimento (forrageio). A soltura só é autorizada mediante laudo técnico de aptidão.

A gerente de Fauna e Proteção Ambiental da Semarh, Danielle Melo, ressalta o impacto desse esforço para a biodiversidade local.

“Cada soltura é a celebração de uma segunda chance. Nós acompanhamos todo o processo de recuperação e sabemos o quanto esses animais lutam para voltar ao seu ambiente. Quando eles finalmente retornam à natureza, estamos não só devolvendo vidas ao seu lugar de origem, mas ajudando a restaurar os ecossistemas do Piauí”, destacou a gestora.

As reservas ambientais escolhidas para a soltura passaram por avaliação prévia dos técnicos da Semarh, assegurando a disponibilidade de alimento, água e abrigo, além da segurança necessária para cada espécie. O protocolo inclui o monitoramento pós-soltura para garantir a adaptação dos animais.


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