28 de maio de 2026

Seletividade alimentar não é birra: quando se preocupar e como ajudar a criança

Compartilhe:

Seletividade alimentar (Foto: Freepik)

Recusar alimentos, escolher sempre as mesmas comidas ou rejeitar frutas e legumes é uma queixa comum entre pais de crianças pequenas. No entanto, é importante entender que a seletividade alimentar infantil não é sinônimo de birra e, em muitos casos, exige atenção especializada.

A seletividade alimentar ocorre quando a criança aceita um número muito restrito de alimentos, geralmente por características como textura, cheiro, cor ou apresentação. Diferente de uma fase comum do desenvolvimento, esse comportamento pode persistir por meses ou anos e gerar impacto na saúde e no convívio familiar.

FASE NORMAL OU SINAL DE ALERTA?

Entre os 2 e 6 anos, é esperado que a criança demonstre resistência a novos alimentos — essa fase é conhecida como neofobia alimentar.
O sinal de alerta aparece quando:
• A criança aceita poucos alimentos
• Há dificuldade no ganho de peso ou crescimento
• As refeições se tornam momentos de estresse
• Existe ansiedade intensa diante da comida

FORÇAR A COMER PODE PIORAR

Estratégias como insistir, obrigar ou negociar não resolvem o problema. Pelo contrário, podem aumentar a rejeição alimentar e prejudicar a relação da criança com a comida, transformando a refeição em um momento de tensão.

A SELETIVIDADE NÃO É CULPA DA FAMÍLIA

Diversos fatores podem estar envolvidos, como sensibilidade sensorial, experiências negativas anteriores, uso de telas durante as refeições e transtornos do neurodesenvolvimento, como TEA e TDAH.

COMO AJUDAR A CRIANÇA?

Algumas atitudes simples podem ajudar no dia a dia:
• Estabelecer rotina e horários
• Comer junto e dar exemplo
• Oferecer alimentos sem obrigar
• Permitir que a criança toque e explore os alimentos
• Evitar distrações como celular e televisão

QUANDO BUSCAR AJUDA PROFISSIONAL?

O acompanhamento com nutricionista infantil especializado é indicado quando a criança aceita menos de 10 alimentos, há prejuízo nutricional ou no crescimento, as refeições são sempre conflituosas ou a família se sente perdida.

Alimentar uma criança vai além de nutrir: é construir vínculo, segurança e saúde para o futuro.

Por Camila Maria Silva Leite – Nutricionista infantil, especialista em seletividade alimentar


📲 Siga o Portal ClubeNews no Instagram e no Facebook.

Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui! 

Leia também: