12 de julho de 2026

Justiça mantém prisão de trader Douglas Fonseca e mais investigados por suspeita de golpe financeiro

O grupo é suspeito de aplicar golpes financeiros envolvendo investimentos com promessas de altos rendimentos.

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Douglas Fonseca (foto: reprodução / Instagram)

A Justiça manteve, no sábado (11), a prisão temporária do trader Douglas Fonseca Araújo e mais 10 pessoas. O grupo é suspeito de aplicar golpes financeiros envolvendo investimentos com promessas de altos rendimentos.

A informação foi confirmada pelo advogado Djalma Filho, que defende Douglas Fonseca e Ícaro Teixeira de Sousa, também investigado. Além deles, outras cinco pessoas foram transferidas para a Cadeia Pública de Altos. Quatro mulheres foram levadas à Penitenciária Feminina de Teresina.

A empresa DF Group foi alvo de mandados de busca e apreensão, na tarde desta sexta-feira (10), na zona Leste de Teresina. Douglas Fonseca era o proprietário da empresa. Os envolvidos devem responder por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Superintendência de Operações Integradas (SOI), as investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada. Os membros teriam utilizado fraudes eletrônicas para obtenção de vantagens ilícitas e mecanismos destinados à ocultação. Também teria ocorrido dissimulação dos valores obtidos com a prática criminosa.

As vítimas denunciaram à polícia que a empresa deixou de repassar os valores prometidos pouco tempo depois. A defesa deles afirmou à TV Clube em junho deste ano que os investidores tentaram retirar os valores aplicados, mas não tiveram sucesso. Outro problema relatado foi a dificuldade em obter respostas da empresa.

Atuação

Segundo o delegado Roni Silveira, os suspeitos faziam anúncios, principalmente nas redes sociais, divulgando ganhos considerados “exorbitantes”, com promessas que chegavam a até 10% ao mês, valores que, de acordo com as investigações, não são sustentáveis de forma regular.

“O grupo atuava basicamente na promessa de investimentos no mercado de capitais. Eles faziam anúncios, especialmente em redes sociais, mostrando valores exorbitantes. Esses valores são impossíveis de serem alcançados com regularidade. Eventualmente, pode até ser que sim, mas com regularidade é impossível”, disse o delegado Roni Silveira.

Conforme o delegado Roni Silveira, a estratégia levava investidores a acreditar que aplicavam diretamente em um grupo financeiro estruturado, quando, na verdade, a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nem validação no sistema financeiro.

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