
A Polícia Civil do Piauí recuperou, na tarde desta terça-feira (3), uma caminhonete pertencente a uma das vítimas dos golpes aplicados pelo empresário Ricardo de Araújo Sobrinho, conhecido como ‘Ricardinho’, dono da oficina mecânica Refricar, localizada na zona Norte de Teresina (PI). O veículo foi encontrado na frente de uma espetaria e o dono do estabelecimento pode ter envolvimento com o esquema criminoso.
A caminhonete encontrada é do oficial de Justiça, que colocou o veículo na oficina e, desde então não viu mais o carro, que foi localizado em uma praça do bairro Nova Brasília, também na zona Norte da capital.
Aparentemente, o carro não possui danos e funciona normalmente. A vítima relatou que já havia realizado serviços no estabelecimento outras vezes e que passou quase dois meses alugando carro enquanto estava sem veículo.
“É comum você deixar o carro numa oficina. Eu passei quase dois meses de carro alugado. Alugando carro, tirando do bolso, na esperança de receber, e nada”, lamentou.
O empresário é suspeito de receber os veículos danificados para conserto, cobrando 50% do pagamento pelo serviço, e vender para agiotas sem devolver aos proprietários.
Na segunda-feira (02), quatro vítimas haviam se apresentado ao 2º Departamento de Polícia (2º DP), mas o número subiu para seis após a prisão do dono da oficina.

O oficial de Justiça detalhou que em janeiro deste ano, deixou o carro aos cuidados do empresário, mas ele desapareceu cerca de uma semana depois e passou a inventar desculpas e adiar a entrega do automóvel.
“Ele ficava sempre dificultando, muitas vezes não atendia as ligações, só mandava áudios, aí eu passei a acompanhar. Me dirigi várias vezes à oficina, lá não encontrei o Ricardinho. Ele mandava áudio e dizia ‘olha, eu deixei o carro na oficina de um colega, mas amanhã eu entrego o carro’. Isso durou próximo de 50 dias”, disse.
A vítima relatou que o suspeito disse que um agiota teria levado o veículo em razão de uma dívida de R$ 7 mil. Comovido com a história, o oficial de Justiça ofereceu ajuda para resolver o problema, o que não foi aceito por Ricardinho.
“Teve um dia que ele mandou uma mensagem dizendo que o veículo tinha sido tomado por um agiota. Eu me propus até a dar os R$ 7 mil [que ele devia], ele podia me dar o carro dele como garantia. Ele ficou de analisar e não me respondeu e assim ficou”,
O dono da oficina foi preso na segunda-feira (02) e passou por audiência de custódia ainda no presídio, segundo o chefe de investigações da 2ª Seccional de Polícia – Divisão 2, Humberto Pereira.
Dono de espetaria suspeito
A caminhonete estava estacionada em frente a uma espetaria. O proprietário do estabelecimento, segundo as investigações, seria um comparsa de Ricardo. A polícia trabalha com a hipótese do local servir de fachada para a prática do esquema criminoso.

“Ele é o cara que recebia os carros e repassava uma certa quantia para o Ricardo. Ele pode ser preso, está sendo investigado também, não só por esse carro, mas também por outros”, disse o investigador Rodrigues, da 2ª Seccional de Polícia – Divisão 2.
A Polícia Civil está em diligências para localizar quatro veículos de outras vítimas e um quinto também foi encontrado e devolvido.
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