5 de março de 2026

Suspeito de cadastrar membros em facção criminosa é preso durante operação no Piauí

Durante o cumprimento do mandado, ele reagiu à abordagem policial e precisou ser contido pelos agentes.

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Suspeito de cadastrar membros em facção criminosa é preso durante operação no Piauí (SSP-PI)

Um homem suspeito de cadastrar integrantes de uma facção criminosa foi preso nesta quinta-feira (5) durante mais uma fase da Operação Faixa Rosa. Ao todo, cinco mandados foram cumpridos no Piauí e no Maranhão.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o suspeito também atuava como intermediador de conflitos internos dentro da organização criminosa. Durante o cumprimento do mandado, ele reagiu à abordagem policial e precisou ser contido pelos agentes.

Uma mulher conhecida como “Patroa” também voltou a ser presa. Ela é investigada por participação na facção. Outra suspeita, que estava foragida desde a primeira fase da operação, foi localizada e presa em Barreirinhas, no Maranhão. Em abril de 2025, ela não havia sido encontrada nos endereços de familiares porque já tinha deixado o estado.

Influenciadoras promoviam facção

As primeiras fases da Operação Faixa Rosa apontaram que influenciadoras digitais promoviam facções criminosas e faziam apologia ao tráfico de drogas e à violência armada nas redes sociais.

Na época, o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) divulgou materiais que embasaram o inquérito, incluindo os chamados “cadastros internos” da facção. Nos documentos, os integrantes eram registrados com nome verdadeiro, apelido, comunidade de origem e área de atuação, além de referências hierárquicas e data de ingresso no grupo.

Segundo a polícia, o conteúdo mostra o uso das redes sociais para exibição de armas, ostentação de drogas, incitação à violência e articulação de ataques contra grupos rivais.

“Os trechos demonstram com clareza não apenas a estrutura de comando e disciplina dentro da organização, mas também a tentativa de doutrinação criminosa, com uso explícito de códigos internos e linguagem própria da organização”, explicou o delegado Charles.


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