23 de março de 2026

Trabalhadores do transporte intermunicipal paralisam atividades no Piauí

Segundo o sindicato da categoria, a interrupção ocorreu por cerca de três horas, dentro de um estado de greve que deve ser mantido até que haja retorno do Governo do Estado.

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Paralisação ônibus interestaduais (Foto: Sintetro)

Os trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal no Piauí paralisaram parcialmente as atividades nesta segunda-feira (23). Segundo o sindicato da categoria, a interrupção ocorreu por cerca de três horas, dentro de um estado de greve que deve ser mantido até que haja retorno do Governo do Estado.

O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro). A entidade informou que novas manifestações podem ocorrer caso não haja avanço nas negociações.

A paralisação afeta linhas que fazem o deslocamento para municípios como Altos, José de Freitas e União. A previsão é de que não haja interrupção total da frota, mas, de acordo com o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, pelo menos 70% dos trabalhadores devem aderir ao movimento.

Ainda segundo o sindicato, mais de 80 empresas prestam serviço ao Governo do Estado e há registros de paralisações em diferentes pontos do Piauí.

O estado de greve foi anunciado por meio de nota oficial divulgada no dia 17 de março. Conforme o documento, a decisão foi tomada após tentativas de negociação com os empregadores sobre reajustes salariais e benefícios da categoria.

Uma Assembleia Geral realizada no dia 23 de janeiro discutiu as demandas econômicas da convenção coletiva de trabalho. Após isso, uma minuta de proposta foi elaborada e encaminhada aos empresários, que não avançaram nas negociações.

De acordo com o sindicato, os empregadores alegam incertezas em relação ao processo de licitação do transporte intermunicipal. Segundo os empresários, não há definição sobre a data de publicação do edital, o que gera insegurança quanto à continuidade das empresas no sistema.

O Sintetro informou ainda que buscou a mediação da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrans), mas não obteve informações concretas sobre a licitação.

Os empresários afirmam que só devem negociar após uma definição sobre o processo licitatório, que irá determinar quais empresas continuarão responsáveis pelo serviço.

Antônio Cardoso, presidente do Sintetro. (Foto: TV Clube)

“Os empresários dizem que não têm segurança para continuar operando no sistema e que podem perder essa licitação, já que qualquer pessoa pode participar. Eles querem saber se terão direito de participar e quando será o processo. Nesse caso, não podem assinar a convenção. Quem decide é o governador, e ele não recebe a gente”, afirmou o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso.

Segundo o sindicato, a paralisação pode voltar a ocorrer caso não haja definição sobre a licitação do transporte intermunicipal.

“Isso depende muito do governador Rafael Fonteles. Se ele não sentar, não há avanço. Ele não recebeu o sindicato patronal nem o laboral. Como o governo do estado gastou mais de R$ 3 milhões com um estudo para a licitação, que já foi feito, ele já recebeu todas as informações, mas o secretário até agora não apresentou para o governador”, disse Cardoso.

O Portal ClubeNews entrou em contato com o Setrans que afirmou que realmente houve um estudo, mas que ainda não foi apresentado ao governador Rafael Fonteles. A assessoria de comunicação afirmou que vai entrar em contato com o secretário para um posicionamento mais elaborado sobre a paralisação e o estado de greve.


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