
Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) apontou que os desastres naturais no Piauí entre os anos de 1991 e 2024 resultaram em um prejuízo financeiro de R$ 29,9 bilhões. O estudo foi divulgado na quarta-feira (6) e estava sob relatoria do conselheiro substituto Delano Câmara.
Os dados são baseados em um questionário do TCE-PI, que foi respondido por representantes dos 224 municípios piauienses. De acordo com o órgão, concluiu-se que as cidades apresentam um cenário de fragilidade institucional e operacional nas Defesas Civis municipais.
Entre os achados, estão:
Descompasso entre formalidade e prática: a existência do órgão não se traduz em capacidade operacional, visto que 94,64% das cidades não possuem um Plano de Contingência (PLACON);
Vulnerabilidade estrutural crítica: cerca de 64,73% dos municípios piauienses têm histórico de decretos de emergência ou calamidade, mas a resposta a esses eventos é predominantemente reativa e baseada no improviso;
Fragilidade do quadro de pessoal: a força de trabalho é altamente instável, com 78,83% dos servidores em cargos comissionados. Além disso, em mais da metade dos municípios, os membros não possuem qualquer capacitação específica;
Inexistência de monitoramento e alerta: 19 municípios não possuem nenhum instrumento de monitoramento climático, e apenas cinco cidades no estado contam com canais de comunicação para emissão de alerta e cinco com rotas de evacuação definidos;
Obstáculos financeiros: quase a totalidade dos municípios (220 de 224) não regulamentou o Fundo Municipal de Defesa Civil (FUMDEC;
Sistema de acolhimento precário: 97,77% dos municípios não possuem cadastro formal de abrigos.
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