15 de maio de 2026

“Sempre tentava culpabilizar a vítima”, diz delegada sobre suspeito de matar ex-companheira queimada

O crime aconteceu em 8 de maio, quando a ex-companheira e a ex-sogra de José Antônio sofreram o atentado.

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A delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à pessoa (DHPP) relatou nesta sexta-feira (15) que José Antônio dos Santos Filho, preso suspeito de atear fogo contra a ex-companheira, Ângela Maria, tentava culpabilizar a vítima, que morreu em decorrência das lesões.

O crime ocorreu no último 8 de maio, no bairro Planalto Uruguai, zona Leste de Teresina (PI). A mãe de Ângela, Maria do Socorro, também foi atingida pelo fogo durante o ataque e está internada. Segundo a delegada, a postura de culpar a vítima pelo crime é comum entre feminicidas.

“Sempre tentava culpabilizar a vítima, dizendo que ela o perseguia, que ele estava em um momento de desespero”, foi o que relatou”, disse.

Testemunhas relataram à polícia que o homem foi visto sorrindo após o crime. Ele também está internado atualmente, sob escolta policial, no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Da esquerda para a direita: Ângela Maria e José Antônio

A delegada relatou ainda que no momento em que o acusado se recuperar, ele deve ser transferido a uma unidade prisional.

“O que foi relatado pelas testemunhas foi uma pessoa que, ao sair do local, após praticar essa conduta tão grave, ele saiu sorrindo, com um olhar de satisfação em relação aquilo que ele praticou. Para nós, pareceu uma pessoa sádica, inescrupulosa, que sentiu total prazer do crime que praticou”, finalizou.

RELEMBRE O CRIME

O crime aconteceu no dia 8 de maio deste ano, quando José Antônio teria usado um carro para derrubar o portão da casa onde Ângela Maria e Maria do Socorro moravam, localizada no bairro Planalto Uruguai, zona Leste de Teresina (PI).

Após invadir a residência, o homem teria jogado líquido inflamável nas vítimas e ateou fogo. Ambas foram internadas no HUT após o crime. Ângela não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 11 de maio. Maria do Socorro permanece internada na unidade hospitalar.

RELACIONAMENTO MARCADO POR AGRESSÕES

Segundo um familiar das vítimas, que preferiu não se identificar, o suspeito já havia invadido a residência em fevereiro de 2026 para atacar a ex-companheira. Na época, José chegou a ser preso, mas foi solto. Após o primeiro episódio, a mulher conseguiu uma medida protetiva.

Ainda de acordo com o familiar, o relacionamento era marcado por agressões. Ela terminou, mas o ex-companheiro não aceitava o fim e fazia ameaças constantes.

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