11 de junho de 2026

Moradores de Teresina decoram ruas na torcida pelo sonhado hexacampeonato do Brasil

A estreia da Seleção será neste sábado, dia 13 de junho, contra Marrocos, pela fase de grupos do Mundial.

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O sonho do hexacampeonato da Seleção Brasileira mobilizou moradores de diferentes bairros da zona Sudeste de Teresina (PI). Na rua Santo André, no Novo Horizonte, e na Quadra I, no Itararé, comunidades se uniram para pintar e decorar as vias com as cores do Brasil, transformando os locais em símbolos de torcida, união e inclusão.

De acordo com a moradora da rua Santo André, Vanda Tavares, a via é enfeitada com bandeiras desde a Copa de 2002, última edição em que o Brasil saiu campeão. No entanto, o asfalto do local nunca havia sido pintado até então.

“Nas copas anteriores, inclusive na Copa do Penta [em 2002], já enfeitávamos a rua com bandeiras. Com pinturas, é a primeira vez, mas, sempre estivemos unidos e na torcida. Há 24 anos esperamos o Hexa”, disse.

Moradores se reuniram durante o amistoso da seleção brasileira em 2026 (Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda conforme Vanda, a iniciativa de decorar a rua neste ano partiu de sua filha, Isaura Tavares. Os moradores compraram a ideia e colaboraram coletivamente nos ornamentos. “Nós nos organizamos, somos torcedores fiéis e acreditamos que essa é a Copa do Hexa do Brasil”, relatou.

Durante o processo de decoração, a inclusão não foi deixada de lado. Na rua, há pessoas com deficiência (PcD), inclusive o pequeno Davi Lucca, que é autista. Por isso, a bandeira que simboliza o respeito e a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) também está na decoração.

Bandeira de inclusão na rua Santo André (Foto: Arquivo Pessoal)

“Nós temos PcDs aqui na nossa comunidade e um detalhe é que essas crianças interagem conosco. O Davi Lucca motiva a gente, faz com que a gente acredite que a gente pode ter um mundo melhor. Ele está sempre conosco, não deixa de participar de nenhum momento”, contou Vanda.

Quem passa na rua, segundo a moradora Vanda, não perde a oportunidade de tirar sua foto. “Todos ficam maravilhados e a rua está se tornando cartão postal para os visitantes. É raro alguém passar e não registrar sua presença”, afirmou.

Em Teresina, diversas ruas estão no clima da Copa. A Rua Santa Maria, no bairro Promorar; Rua Ari Barroso, no Monte Castelo; Rua Itaueira, no Três Andares; além da Quadra I, no Itararé; são algumas das vias decoradas da capital.

RUA DA COPA NO ITARARÉ

Pintura da Quadra I, no bairro Itararé (Foto: Vitória Luna/ ClubeNews)

Na Quadra I, no bairro Itararé, zona Sudeste de Teresina (PI), os moradores também decidiram pintar e decorar a rua. Segundo o rapper Nilton Vidal, a iniciativa de decorar a rua surgiu inicialmente da pintura do troféu da Copa do Mundo no asfalto.

“O nosso ponto de partida foi uma taça que os meninos decidiram fazer e a gente: ‘por que não pintar a rua todinha?’. Está tudo lindo. A comunidade toda se juntando para fazer essa rua uma das melhoras da Zona Sudeste”, disse.

Ainda de acordo com Nilton Vidal, a pintura da rua foi possível graças à contribuição de amigos, empresários e até de pessoas aleatórias que passavam pelo local, se impressionavam com a vista e decidiam, por livre e espontânea vontade, doar alguma quantia de dinheiro.

“O nosso ponto de partida, como eu já falei, foi a taça, né? Aí jorrou 50 de um, jorrou 20 de outro. Aí foi juntando. ‘Vamos pegar uma tinta ali, outra tinta acolá’. ‘Rapaz, tem um parceiro ali que tem um comércio de tinta, ele vai fazer uma doação para nós’. Teve os empresários do nosso bairro aqui que investiram na gente, teve gente anônima que passou também”, relatou.

Pintura da Quadra I, no bairro Itararé (Foto: Vitória Luna/ ClubeNews)

Dentre as pinturas da Quadra I, símbolos de inclusão para pessoas autistas e de luta contra preconceitos também estão expostas. Conforme Nilton Vidal, a inclusão sempre é trabalhada pela comunidade da rua, demostrando o sentimento de pertencimento e acolhimento que é intensificado no período da Copa do Mundo.

“É a questão da inclusão, que a gente sempre trabalha isso. Lá em cima, tem o punho cerrado, símbolo de luta contra o racismo. A gente que é da comunidade sabe o quanto a desigualdade reina. Trazer esses símbolos de igualdade é sempre bom para relembrar a sociedade de que a gente também existe, que somos iguais e passamos pelo mesmo sofrimento”, finalizou.

Pintura da Quadra I, no bairro Itararé (Foto: Vitória Luna/ ClubeNews)

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