
Uma mulher procurou a polícia em Teresina para denunciar que foi vítima de estupro durante uma corrida por aplicativo. O caso aconteceu na madrugada do último sábado (4). O suspeito, que teria se apresentado com diferentes nomes ao longo do trajeto, foi identificado como Bruno e preso no mesmo dia. Antes da prisão, segundo a Polícia Militar, ele teria sido sequestrado e agredido por homens não identificados.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Casa da Mulher Brasileira, a vítima estava na casa de uma amiga, na zona Leste da capital, quando solicitou uma corrida por aplicativo para retornar para casa.
Segundo o relato, o motociclista chegou a cancelar a viagem devido à demora no embarque, mas aceitou realizar o trajeto após a passageira oferecer um valor superior ao previsto pelo aplicativo.
Ainda conforme a denúncia, durante o percurso, o suspeito parou a motocicleta em ruas desertas por três vezes e constrangeu a vítima a praticar sexo oral. A mulher relatou ainda que o homem teria feito gravações e realizado uma chamada de vídeo com amigos durante os abusos. Após o crime, ele a deixou em casa.
A vítima informou à polícia que o perfil no aplicativo estava cadastrado com o nome de Guilherme, mas que o suspeito se apresentou como Bruno e, em outro momento, como Victor, utilizando diferentes identidades ao longo da corrida.
De acordo com o 8º Batalhão da Polícia Militar, equipes foram acionadas na tarde de sábado (4) para atender uma ocorrência no bairro Renascença II, na zona Sudeste de Teresina. No local, a mãe do motociclista relatou que homens haviam ido à residência, colocado algemas nele e o levado em um carro.
Após a denúncia, os policiais iniciaram buscas na região e divulgaram a foto do suspeito em grupos de mensagens. Horas depois, ele foi encontrado em uma área isolada do bairro Livramento, também na zona Sudeste, caído no chão e com diversos ferimentos pelo corpo.
A vítima foi chamada pelos policiais e reconheceu o motociclista como autor do crime. O homem foi encaminhado à Central de Flagrantes de Teresina e, posteriormente, à Casa da Mulher Brasileira.
A Rede Clube não conseguiu confirmar com a Polícia Civil se o suspeito permanece preso até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações da defesa.
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