7 de julho de 2026

Treinador de futsal é condenado a mais de 100 anos por crimes sexuais contra 11 adolescentes no PI

Segundo a sentença, ele utilizava sua atuação como líder religioso e treinador esportivo para se aproximar das vítimas.

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Natanael Ribeiro (Foto: Reprodução/TV Clube)

O treinador de futsal Natanael Ribeiro de Moraes foi condenado, no Piauí, por crimes sexuais cometidos contra onze adolescentes. Segundo a sentença, ele utilizava sua atuação como líder religioso e treinador esportivo para se aproximar das vítimas. Ele foi condenado a pena total de 103 anos e 5 meses de reclusão, além de 739 dias-multa.

A decisão judicial, assinada pelo Willmann Izac Ramos Santos, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, destaca que o réu manipulava os jovens com falsas promessas de carreira e interpretações distorcidas de textos bíblicos.

De acordo com a decisão, o réu realizava toques inapropriados, atos libidinosos e exigia o envio de material íntimo sob o pretexto de avaliações físicas.

Entre as provas, a sentença cita um relatório técnico de extração e análise de dados do celular do acusado, que identificou dezenas de arquivos de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes.

Para o juiz, a perícia também desmontou a versão apresentada pelo réu, considerada inverossímil durante o interrogatório.

A sentença ainda destacou a relevância dos depoimentos das vítimas, corroborados por testemunhas e pela análise digital.

O regime inicial estabelecido é fechado. O condenado também deverá pagar indenizações por danos morais, sendo R$ 15 mil para oito vítimas e R$ 5 mil para as outras três.

DENÚNCIA

Narra a denúncia do Ministério Público do Piauí, segundo costa na sentença, que o denunciado Natanael Ribeiro se valia de “manipulação psicológica, de falsas promessas de ascensão na carreira futebolística e de um verdadeiro estelionato espiritual”.

Segundo a sentença, o réu utilizava distorções de passagens bíblicas e construía uma falsa narrativa de “paternidade espiritual” para atrair jovens em situação de vulnerabilidade afetiva, especialmente aqueles com ausência da figura paterna, para sua residência.

“Sob o pretexto de realizar aconselhamentos sigilosos denominados ‘discipulados’, submetia os ofendidos a toques físicos, masturbação e sexo oral, além de exigir a produção e o envio de fotografias e vídeos de cunho sexual, sob falsos pretextos de avaliação física esportiva”, diz trecho.


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