10 de julho de 2026

Presidente do TCE-PI defende aumento no subsídio dos ônibus em Teresina: “tem que injetar recurso”

Atualmente, o repasse é de R$ 6 milhões.

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Conselheiro Kennedy Barros, presidente do TCE-PI (Foto: Jonas Carvalho)

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), conselheiro Kennedy Barros, defendeu o aumento no subsídio da Prefeitura de Teresina às empresas de ônibus da capital. Atualmente, o repasse é de R$ 6 milhões.

Uma auditoria realizada pelos técnicos do TCE-PI apontou a necessidade de ampliar o aporte financeiro da administração municipal ao setor de transporte coletivo, segundo informou Kennedy Barros.

Na manhã desta sexta-feira (10), vereadores de Teresina, representantes das empresas e o TCE-PI realizaram uma audiência, na sede do órgão de controle, para discutir alternativas à problemática do sistema.

“Tem que se injetar recurso para poder funcionar bem. Os problemas são múltiplos. Os problemas são múltiplos. À medida que você tem a evolução da motocicleta, ela tira o usuário. Esses aplicativos, determinadas pessoas preferem se juntar e contratar. Tudo tira bilhete do sistema”, disse Kennedy Barros.

À época do estudo, o TCE-PI apontou que o serviço arrecadava cerca de R$ 5 milhões por mês, mas com um custo de R$ 14 milhões. Atualmente, o arrecadado na catraca chega a R$ 4 milhões.

Reunião no TCE-PI (Foto: Jonas Carvalho)

A advogada Naiara Moraes, que representa o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), disse que a situação deficitária poderá provocar um colapso no setor.

“A empresa não consegue colocar mais à disposição do sistema porque vem, há muito tempo, fazendo todo esse desafio no dia a dia. Eles precisam do equilíbrio econômico para colocar a capacidade de atuação das empresas”, destacou.

Advogada Naiara Moraes (Foto: Jonas Carvalho/ Portal ClubeNews)

Estratégia diferente

Também participaram do encontro os vereadores Elzuila Calisto (PT) e João Pereira (PT). Os parlamentares defenderam a realização de um estudo de viabilidade técnica no transporte coletivo para modificar a atual sistemática de distribuição das linhas de ônibus.

“Nós temos uma linha férrea funcionando, metrôs novos à disposição, mas, do outro lado, a gente tem paradas de integração subutilizadas. Não tem transporte público funcionando. Carece de um estudo de novas linhas e de readequação”, pontuou João Pereira.

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