14 de julho de 2026

Adolescente é apreendido com faca suspeito de planejar ataque em escola de Teresina

O adolescente compartilhava vídeos de massacres que aconteceram em outros locais, além de pesquisar armas na internet.

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Um adolescente, que teve a identidade preservada, foi apreendido nesta terça-feira (14), pela Polícia Civil do Piauí, suspeito de planejar um ataque em uma escola estadual da zona Norte de Teresina.

A medida foi cumprida pela 3ª Delegacia Seccional da capital após decisão judicial que determinou a internação provisória do jovem, investigado por atos infracionais análogos aos crimes de ameaça, apologia ao crime, incitação ao crime, além de contravenções relacionadas ao porte de arma branca e falso alarme.

Adolescente é apreendido suspeito de planejar ataque em escola de Teresina (Foto: PC-PI)

O caso teve início em março de 2026, quando o adolescente foi flagrado dentro de uma escola estadual após publicar em uma rede social mensagens em que anunciava a intenção de realizar um atentado na unidade de ensino.

Durante a abordagem realizada pela Polícia Militar, foram encontrados com ele uma faca e uma balaclava. Na ocasião, o estudante teria admitido que pretendia cometer o ataque em razão de conflitos enfrentados no ambiente escolar.

Inicialmente, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que concedeu remissão ao adolescente, medida posteriormente homologada pela Justiça. No entanto, a Polícia Civil decidiu aprofundar as investigações, principalmente porque o celular apreendido com o jovem ainda não havia passado por perícia técnica.

Com autorização judicial, os investigadores realizaram a extração e análise dos dados armazenados no aparelho. Segundo a Polícia Civil, o material revelou indícios de que a ameaça não teria sido apenas uma manifestação impulsiva.

Comparsa desistiu

Entre os conteúdos encontrados estavam conversas sobre planejamento de ataques em escolas, pesquisas relacionadas à compra de armas de fogo, buscas por instituições de ensino da capital, referências a datas ligadas a massacres escolares e conteúdos que exaltavam autores de atentados semelhantes.

De acordo com o delegado Eduardo Aquino, responsável pela investigação, um comparsa que participaria do ataque desistiu.

Mensagens trocadas em uma rede social (foto: reprodução / Polícia Civil)

“Tinha uma outra pessoa conversando com ele que iria cometer esse atentado junto, mas, que posteriormente desistiu. Inclusive, ele [investigado] chama a pessoa de covarde quando a pessoa diz ‘eu não vou mais fazer, conversei aqui, me arrependi’ […]. Mas, essa pessoa ainda não foi identificada”, disse o delegado.

De acordo com a investigação, os elementos reunidos apontam para um possível planejamento do ataque, demonstrando persistência da intenção e preparação para a prática do ato.

Pesquisas feitas pelo adolescente na Internet (foto: reprodução / Polícia Civil)

Outro fator que pesou para o pedido de internação provisória foi a avaliação de que o risco permanecia atual. Conforme informações da Polícia Civil, durante acompanhamento psicológico realizado pelo CAPS Infantojuvenil, o adolescente voltou a mencionar recentemente a intenção de promover um massacre em ambiente escolar. Em razão desse comportamento, a direção da escola teria determinado um novo afastamento temporário do estudante.

Diante do conjunto de provas coletadas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente. A medida foi autorizada pela Justiça, que considerou os indícios apresentados, a gravidade dos fatos investigados e a necessidade de garantir a segurança da comunidade escolar.

O Portal ClubeNews tenta contato com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para maiores esclarecimentos.


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