
O Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) entrou para a história nesta segunda-feira (20) com a posse das juízas Maria Célia Lima Lúcio e Maria Luíza de Moura Mello e Freitas no cargo de desembargadoras. Com a chegada das duas magistradas, a Corte estadual passa a contar, pela primeira vez, com quatro mulheres entre seus desembargadores.
A cerimônia foi realizada no Plenário do TJPI, em Teresina, e reuniu desembargadores, magistrados, representantes dos poderes e demais autoridades.
Promovida pelo critério de antiguidade, Maria Luíza destacou que encara a nova função como uma missão de responsabilidade e compromisso com a sociedade.
“Para mim não é um privilégio, é uma responsabilidade maior perante a sociedade, as instituições e o meu compromisso com a Justiça”, afirmou.

A magistrada também ressaltou os avanços promovidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ampliar a participação feminina nos tribunais brasileiros.
“O CNJ já avançou quando editou a Resolução 525 de 2023, apoiando e dando voz e vez às mulheres para a composição dos tribunais”, destacou.
Com mais de duas décadas de atuação na Vara da Infância e Juventude de Teresina, Maria Luíza defendeu uma Justiça mais próxima da população.
Já Maria Célia Lima Lúcio, promovida pelo critério de merecimento, disse receber a nova missão com gratidão e sentimento de dever.
“Me sinto muito feliz e grata pelo acolhimento do Tribunal Pleno em me conferir essa oportunidade de continuar distribuindo Justiça agora no segundo grau de jurisdição”, declarou.

A nova desembargadora destacou ainda a importância das políticas voltadas à ampliação da presença feminina no Judiciário.
Ao comentar os desafios da Justiça, Maria Célia apontou a necessidade de dar mais rapidez à tramitação dos processos e fortalecer o atendimento ao cidadão.
“O segundo grau pode avançar no sentido de priorizar o atendimento das demandas, impulsionar os processos e implementar cada vez mais celeridade nos feitos judiciais, conforme o jurisdicionado espera e a sociedade piauiense deseja e merece”, disse.
Durante a solenidade, o presidente do TJPI, desembargador Aderson Antônio Brito Nogueira, destacou que a posse das novas integrantes da Corte vai além da questão da representatividade feminina e reflete a trajetória profissional construída pelas magistradas ao longo de quase quatro décadas de atuação.

Segundo ele, a promoção atende às diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas também reconhece o histórico de trabalho e dedicação das duas desembargadoras.
“Eu cumpri essa determinação do CNJ, trazendo para cá magistradas para ocupar essa vaga por serem mulheres. Mas as duas colegas não estão aqui simplesmente por serem mulheres. Estão aqui porque estão na magistratura há quase quatro décadas, têm um trabalho prestado à magistratura e ao Estado do Piauí”, afirmou.
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