5 de agosto de 2026

Samir Xaud destaca investimentos no futebol do Piauí e defende ciclo com Ancelotti até 2030

O presidente da CBF visitou a Rede Clube e concedeu entrevista no Piauí TV 1.

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O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, participou, nesta quarta-feira (5), de uma entrevista ao Piauí TV 1 durante visita ao Piauí, onde divulgou investimentos no futebol do estado. Na conversa, ele falou sobre a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, as obras no Estádio Albertão, o trabalho do técnico Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira e a proposta da Fifa de permitir participação de investidores privados na gestão de competições da entidade.

Centro de Desenvolvimento do Futebol

Centro de Desenvolvimento do Futebol (Foto: FFP)

Ao comentar a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, Samir Xaud afirmou que o investimento é resultado de um legado da Copa do Mundo de 2014.

“Nos estados que não foram sedes nem subsedes dos jogos da Fifa foi destinado um recurso para que fosse construída uma estrutura, com campo de futebol, vestiários e toda a parte administrativa, que poderá ser utilizada pela sociedade como um todo”, afirmou.

Segundo o presidente da CBF, o complexo esportivo será utilizado para capacitação de professores, gestores e árbitros, além de sediar competições organizadas pela Federação de Futebol do Piauí, como os campeonatos Sub-11, Sub-15, Sub-17 e Sub-20.

Investimentos no Albertão

Estádio De Alberto Tavares Silva (Foto: Alysson Camurça)

Xaud também destacou os investimentos destinados ao Estádio Albertão. Ele afirmou que o equipamento foi escolhido pela Federação de Futebol do Piauí para receber melhorias estruturais.

“O Albertão foi escolhido pela Federação do Piauí para receber esse investimento, com a troca do gramado, melhoria da irrigação e instalação de um gramado de qualidade. A gente sabe que o futebol precisa ter um campo adequado para se desenvolver e para oferecer uma competição de excelência”, disse.

Ao abordar os desafios enfrentados pelo futebol piauiense e por clubes de estados com menor projeção nacional, o dirigente ressaltou mudanças promovidas pela CBF no calendário das competições.

Segundo ele, a reestruturação ampliou oportunidades para equipes das Séries C e D e aumentou o número de vagas destinadas às federações estaduais.

“Conseguimos reorganizar nosso calendário, dando mais vagas para as federações locais. Melhoramos as cotas de participação. Em todos os campeonatos organizados pela CBF existe uma cota financeira para os clubes. Muitas vezes, equipes da Série D que nem imaginavam disputar uma competição nacional recebem uma cota que acaba pagando boa parte das despesas do ano”, afirmou.

Carlo Ancelotti

Carlo Ancelotti (Foto: André Durão)

O presidente da CBF também comentou o trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. Segundo Xaud, o treinador assumiu a equipe em um momento delicado, quando o Brasil ainda lutava pela classificação para a Copa do Mundo.

“A primeira missão de Ancelotti foi apagar o incêndio e afastar o risco de ficar fora da Copa. Tivemos vários contratempos, lesões de jogadores importantes e uma série de fatores que acabaram culminando na nossa saída precoce”, afirmou.

Ele avaliou que o trabalho do treinador deverá apresentar resultados mais consistentes a partir do próximo ciclo.

“Temos o técnico mais vencedor do mundo comandando a seleção mais vitoriosa do mundo. Ele precisava de tempo para implantar suas ideias e seu estilo de jogo. Agora teremos um ciclo completo com Carlo Ancelotti e, se Deus quiser, vamos chegar muito fortes em 2030”, declarou.

Críticas à proposta da Fifa

Durante a entrevista, Samir Xaud também se posicionou sobre a proposta defendida por Gianni Infantino, presidente da Fifa, que previa a criação de uma empresa para administrar as principais competições da entidade e permitir a entrada de investidores privados no negócio.

O dirigente afirmou que vê a medida com ressalvas e defendeu um posicionamento conjunto da América do Sul.

“Estamos conversando com a Conmebol sobre esse assunto, mas é uma coisa que a gente não vê com bons olhos. Vamos tomar uma decisão em bloco, junto com a Conmebol, mas eu, particularmente, sou um pouco contra essa venda dos direitos”, afirmou.

A proposta previa a criação da empresa Fifa Forward Enterprise (FFE), responsável pela gestão comercial de competições como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O projeto, porém, enfrentou resistência de dirigentes e entidades do futebol internacional, incluindo a Uefa, que criticou a falta de transparência da iniciativa.


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