
O vereador de Balsas (MA), Hélio Sousa Neto, conhecido como Hélio Tiví (União Brasil), e Raimundo Nonato Lira de Sousa, assessor parlamentar do político, foram presos na manhã desta segunda-feira (10), suspeitos de participação no assassinato de Luís Carlos do Nascimento, ocorrido em outubro de 2025 na cidade de Santa Filomena, no Sul do Piauí.
As prisões aconteceram por volta das 7h, na cidade de Balsas (MA), e foram realizadas pela Polícia Civil do Piauí, por meio de equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Delegacia de Gilbués, da Delegacia de Corrente e da Delegacia de Uruçuí.
Segundo o delegado Janilson Coutinho, responsável pelas investigações, os dois tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após o surgimento de novos elementos durante o andamento do inquérito. O delegado, contudo, informou que não pode revelar detalhes sobre as novas provas que embasaram o pedido judicial.

Hélio Sousa Neto já havia sido preso temporariamente em fevereiro deste ano. Com o avanço da investigação, a polícia representou pela prisão preventiva tanto do vereador quanto do assessor.
POSSÍVEL MOTIVAÇÃO
Luís Carlos do Nascimento foi assassinado a tiros em frente à própria residência, em Santa Filomena, em outubro de 2025. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por vingança relacionada à morte de Antônio Sousa Neto, irmão do vereador, ocorrida em 2024 na cidade de Riachão (MA).
Conforme explicou o delegado Janilson Coutinho, Luís Carlos chegou a ser preso pela morte do irmão do parlamentar, mas respondia ao processo em liberdade quando foi executado.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o veículo utilizado pelos autores do homicídio havia sido alugado em uma locadora da cidade de Balsas (MA).
Segundo a polícia, o automóvel estaria vinculado ao vereador, fato que contribuiu para o avanço das investigações e para os pedidos judiciais expedidos pela Justiça piauiense.
Na época, mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao parlamentar. Inicialmente, ele não foi localizado pelas autoridades.
Posteriormente, em fevereiro, Hélio Tiví compareceu à Delegacia de Gilbués acompanhado de advogado e negou qualquer participação no homicídio.
Na ocasião, segundo o delegado Janilson Coutinho, o vereador afirmou que o crime poderia ter sido praticado por outro integrante da família.
Em nota divulgada na época, o parlamentar também declarou ser inocente e afirmou ter tomado conhecimento das acusações por meio de publicações nas redes sociais.
Agora, com a prisão preventiva, Hélio Sousa Neto e Raimundo Nonato Lira de Sousa vão permanecer à disposição da Justiça. As investigações continuam.
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