
Duas motocicletas que teriam sido utilizadas no homicídio do radialista Gilberto Veras ocorrido em Luís Correia, no litoral do Piauí, na última quinta-feira (3), foram apreendidas durante uma ação policial realizada após denúncias sobre o possível paradeiro dos envolvidos no crime.
As motos foram apreendidas pelas equipes do 27º Batalhão da Polícia Militar, que estão em diligência nas buscas pelos suspeitos de matar o radialista. No mesmo crime, um homem identificado como Antônio Leite também foi assassinado.
As equipes receberam informações de que um dos suspeitos seria um homem identificado como Nicolas, que estaria escondido em uma residência na região. Diante da denúncia, policiais montaram um cerco no imóvel com apoio de diferentes equipes de patrulhamento.
O suspeito não estava na residência. Com autorização da mãe dele, que possuía uma chave reserva da casa, os policiais entraram no imóvel e encontraram duas motocicletas apontadas como utilizadas no homicídio. Os suspeitos, no entanto, já haviam fugido do local horas antes, deixando os veículos.
Após consulta aos sistemas policiais, foi constatado que uma das motocicletas, uma Honda Pop, possuía registro de roubo ou furto. O veículo também estava com a cor alterada, tendo sido pintado de branco com spray. A outra motocicleta, uma Yamaha Crypton branca, não apresentava restrições, mas teria sido utilizada no homicídio junto com a Pop, conforme imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores.

O CRIME
O radialista Gilberto Veras morreu após ser baleado na tarde da última quinta-feira (3), no bairro Campos, em Luís Correia, litoral do Piauí. Ele chegou a ser socorrido, mas faleceu antes de chegar ao Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição.
Segundo a Polícia Civil, outro homem, identificado como Antônio Filho e conhecido como ‘Esqueleto’, morreu no local.
No dia do crime, o delegado João Felipe Leite explicou que Gilberto estava saindo de uma residência quando quatro homens chegaram ao local em duas motocicleta.
Os suspeitos teriam procurado por ‘Esqueleto’ e, logo em seguida, efetuado vários disparos.
“Quando perguntaram se ele era ‘Esqueleto’, ele disse que sim. Aí, então, essas pessoas passaram a realizar disparos de arma de fogo. A gente ainda está verificando o que ele [Gilberto] estava fazendo aqui, no local […]. Esse local já foi alvo de buscas, apreensões e operações nossas de combate ao tráfico de drogas”, afirmou o delegado à epoca.

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