15 de setembro de 2026

Mulher morta estaria grávida, diz namorado; DHPP investiga discussão da vítima com ex de um dos suspeitos

Delegada Nathalia Figueiredo afirma que a informação depende de confirmação do IML. Três suspeitos foram conduzidos e uma arma apreendida

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Ellen Camila foi morta a tiros. (Foto: montagem / reprodução)

A investigação sobre a morte de Ellen Camila Alves de Souza, assassinada a tiros na noite de domingo (13), no bairro Madre Teresa, zona Leste de Teresina, ganhou novos detalhes nesta terça-feira (15). Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, titular do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o namorado da vítima informou que ela havia realizado recentemente um teste de gravidez e estaria gestante. No entanto, a informação ainda depende de confirmação oficial do Instituto Médico Legal (IML).

“A certeza a gente vai ter através do laudo cadavérico, mas foi trazido pelo próprio namorado que ela estaria com semanas de gestação. Inclusive, segundo ele, no dia anterior, ela teria feito o teste”, afirmou a delegada.

As informações foram divulgadas após a apresentação de três suspeitos ao DHPP por equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE). Foram conduzidos Luis Gustavo da Silva Sousa, Joesley Araújo dos Santos e um adolescente de 17 anos. Durante a ação policial, um revólver e aparelhos celulares também foram apreendidos.

De acordo com Nathalia Figueiredo, a arma apreendida pode ter sido utilizada no crime. “Existem indícios de que essa arma pode ter sido utilizada, tendo em vista que, quando foi feito o local de morte violenta da Ellen, não foram coletados estojos. Então, há a possibilidade da arma utilizada ser um revólver”, explicou.

DISCUSSÃO ANTES DA MORTE

As investigações apontam que horas antes do homicídio Ellen teria se envolvido em uma discussão com duas mulheres. Segundo a delegada, uma delas seria ex-companheira de Joesley Araújo dos Santos.

“Segundo a informação de testemunhas, no mesmo dia, por volta de 20 horas, ela teria tido discussão com duas moças, uma delas inclusive ex-companheira do Joesley”, disse.

A Polícia Civil apura se o desentendimento teve relação direta com o assassinato. Conforme os levantamentos já realizados, após a discussão dois homens chegaram ao local onde Ellen estava e tentaram atirar contra ela. A arma, porém, teria falhado.

Os suspeitos deixaram o imóvel e retornaram pouco tempo depois. Nessa segunda tentativa, a vítima correu para dentro da residência, mas acabou encurralada em um quarto.

PRISÕES E INVESTIGAÇÃO

Segundo a delegada, foi apontado o envolvimento de Joesley e do adolescente no crime durante os depoimentos. Além disso, uma testemunha realizou reconhecimento fotográfico de envolvidos. Os três conduzidos foram autuados por crimes relacionados ao caso.

Joesley deverá responder por homicídio qualificado, organização criminosa, corrupção de menores, receptação e posse ilegal de arma de fogo. Luis Gustavo foi autuado por homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menores. Já o adolescente deve responder por ato infracional análogo a homicídio qualificado e organização criminosa.

A Polícia Civil também solicitou a conversão das prisões em flagrante para prisão preventiva e obteve autorização para a extração dos dados dos celulares apreendidos.

Mulher é baleada na zona Leste de Teresina. (Foto: montagem / reprodução)

LIGAÇÃO COM FACÇÕES

Durante a coletiva, Nathalia Figueiredo informou que as investigações apontam que tanto os suspeitos quanto a vítima possuíam ligação com organizações criminosas. Entretanto, ainda não há confirmação de que o homicídio tenha sido motivado diretamente por disputa entre facções.

“O que foi trazido durante a investigação é que, de fato, eles são envolvidos com facção criminosa. Agora, a motivação, a gente tem que ver se realmente envolve diretamente a facção ou foi uma questão de discussão entre as duas que acabou tendo esse desfecho fatal”, afirmou.

O DHPP segue com a coleta de depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança e realização de perícias para concluir o inquérito. A polícia tem dez dias para finalizar a investigação inicial do caso.

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