
A Caixa Econômica Federal vai devolver R$ 2,2 milhões desviados da Secretaria de Saúde da cidade de União (PI) em um golpe eletrônico em julho de 2026. Na época, o prefeito Gustavo Medeiros (Progressistas) informou que os criminosos teriam conseguido acessar o sistema financeiro do município.
O acordo de ressarcimento foi assinado nesta quarta-feira (16) entre a Prefeitura e a instituição financeira. De acordo com o município, o dinheiro deve ser creditado na conta pública nos próximos 10 dias úteis. A informação foi divulgada pelo PI TV 1, da TV Clube.
À TV Clube, a gestão municipal informou que o montante recuperado será destinado a investimentos na saúde pública de União. A Polícia Federal continua investigando o caso para identificar os criminosos que aplicaram o golpe.
Como os criminosos agiram?
Os golpistas iniciaram o contato por meio da Ouvidoria da prefeitura e, posteriormente, passaram a se comunicar com servidores de áreas consideradas estratégicas, como as secretarias de Saúde, Finanças e Administração.
De acordo com a prefeitura, os criminosos demonstravam conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento interno da administração municipal. Ainda segundo Gustavo Medeiros, o diálogo foi direcionado principalmente para a área da Saúde, justamente a pasta que teve os recursos desviados.
Segundo informações apuradas com o gestor, os suspeitos se passaram por técnicos da área da tecnologia da Caixa Econômica Federal e entraram em contato com servidores da área da Saúde, especialmente dos setores de gestão e finanças. Durante a abordagem, eles alegaram que seria necessária uma atualização nos dados bancários da pasta e enviaram um link para os funcionários.
Após o acesso ao link, os criminosos conseguiram controlar remotamente os computadores da secretaria e tiveram acesso às contas bancárias por cerca de uma hora e vinte minutos. Nesse período, foram realizadas 14 transferências para contas de empresas que não estavam previamente cadastradas no sistema da Caixa.
Criminosos conheciam rotina da secretaria
De acordo com o prefeito, os suspeitos demonstraram conhecimento detalhado sobre a rotina operacional da Secretaria Municipal de Saúde, o que contribuiu para que os servidores acreditassem que a solicitação era legítima.
“Eles conheciam o sistema e nos convenceram de que era uma operação de atualização. Entraram remotamente nos nossos computadores, inclusive conhecendo todo o sistema. Eles tinham muito conhecimento”, disse.
LEIA TAMBÉM:
Relatório da Prefeitura de União mostra 14 transações em 1h20 que desviaram R$ 2,2 milhões
PF investiga fraude eletrônica que sacou R$ 2,2 milhões da Saúde em União
Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui!