
Imagens registradas pelo jornalista Walter Júnior chamam a atenção ao mostrar o contraste entre o antes e o depois de uma área rural atingida por um incêndio na comunidade Campo Alegre, localizada a cerca de 15 quilômetros da zona urbana de Campo Maior, às margens da PI-114, rodovia que liga o município a Cabeceiras do Piauí.
Os registros mostram a transformação da paisagem após o fogo que atingiu a região no último dia 13 de setembro. Onde antes havia vegetação verde e árvores frutíferas, restaram troncos queimados, solo escurecido e grandes áreas cobertas por cinzas.

Segundo Walter Júnior, o incêndio começou por volta das 11h30 e se espalhou rapidamente devido à vegetação seca e aos ventos fortes característicos desta época do ano.
“Recebemos ligações de vizinhos informando que havia um incêndio na região. Pelo que conseguimos observar depois, o fogo começou do outro lado da estrada, atravessou a pista e atingiu o nosso terreno e as propriedades vizinhas. Praticamente todos os terrenos daquela área foram afetados”, relatou.
Na propriedade da família do jornalista, os prejuízos foram significativos. Diversas árvores frutíferas cultivadas ao longo dos anos foram destruídas pelas chamas.
“Perdemos praticamente todas as plantas frutíferas que havíamos cultivado, entre elas pés de caju, manga, limão e tamarindo. Um dos nossos vizinhos possuía uma grande plantação de cajueiros e também perdeu praticamente tudo”, contou.
As causas do incêndio ainda não são conhecidas. Uma das hipóteses levantadas pelos moradores é que o fogo possa ter começado durante uma limpeza de terreno e saído do controle por causa dos ventos, mas a origem não foi confirmada.

Ao divulgar as imagens, Walter afirma que o objetivo principal é conscientizar a população sobre os riscos das queimadas durante o período mais seco do ano.
“Fiz os registros em vídeo e fotos para documentar o ocorrido e mostrar como era o local antes e como ficou depois do incêndio. As imagens também servem como um alerta. Setembro é um dos meses mais quentes e secos da nossa região. Uma pequena queimada pode sair do controle rapidamente e provocar grandes prejuízos ambientais e materiais”, destacou.
Além dos danos à vegetação, o jornalista chama atenção para a necessidade de uma estrutura mais robusta de combate a incêndios em Campo Maior.
“A situação evidencia uma dificuldade enfrentada pelo município, que é a ausência de uma unidade efetiva do Corpo de Bombeiros. Existe uma equipe da Defesa Civil que atua na cidade, mas ela não possui a mesma estrutura e capacidade operacional de uma unidade dos bombeiros. Campo Maior registra incêndios frequentes e necessita urgentemente de uma equipe permanente preparada para atender esse tipo de ocorrência”, afirmou.

Para o jornalista, os registros vão além da documentação dos prejuízos e representam um alerta sobre os impactos das queimadas no meio ambiente e na vida das famílias que dependem da produção rural.
“As imagens mostram não apenas a destruição de uma paisagem, mas também a perda de anos de cultivo, de investimentos e de trabalho. É um chamado para que a população tenha mais cuidado com o uso do fogo e para que as autoridades fortaleçam as ações de prevenção e combate aos incêndios na região”, concluiu.
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