
O prefeito de Pio IX, Silas Noronha (PSD), foi denunciado pelo Ministério Público do Piauí (MPPI) por suposto envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes no município. O sobrinho do gestor, Samuel Lopes Noronha Mota, e Francisco Liedson Alves Silva também foram denunciados. O MPPI também pediu a prisão preventiva do prefeito Silas Noronha.
Na denúncia, o Ministério Público também pediu o pagamento de R$ 200 mil por danos morais para cada uma das três vítimas identificadas pela investigação, totalizando R$ 600 mil. A defesa de Silas informou que não vai se manifestar sobre o caso em razão do segredo de Justiça.
O prefeito de Pio IX chegou a ser preso no dia 10 de abril suspeito de envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes, com idades entre 13 e 14 anos. O sobrinho do gestor, Samuel Noronha, havia sido preso no dia anterior por suspeita de participação no crime.
ENTENDA O CASO
As denúncias contra o prefeito de Pio IX, Silas Noronha (PSD), vieram a público após um ex-integrante de sua campanha, Francisco Liedson Alves, acusá-lo de comandar um suposto esquema de exploração sexual de adolescentes no município. O denunciante utilizou as redes sociais para relatar o caso e também apresentou as acusações à Câmara Municipal.
Diante das denúncias, os vereadores instauraram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos e investigar, entre outros pontos, a possível utilização de recursos públicos no suposto esquema. Paralelamente, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) abriu um inquérito policial para investigar as acusações.
Durante as investigações, foram colhidos depoimentos de vítimas, testemunhas e familiares, além da análise de conversas por aplicativos, documentos bancários e outros elementos. Segundo a Polícia Civil, adolescentes relataram terem sido aliciadas para manter relações sexuais com o prefeito mediante pagamento em dinheiro.
O prefeito sempre negou as acusações. Em nota divulgada no decorrer da investigação, Silas Noronha afirmou que as denúncias são falsas, sem fundamento e motivadas por perseguição política.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou Silas Noronha pelos crimes de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente, ameaça e peculato. Também foram indiciados Samuel Lopes Noronha Mota e Francisco Liedson Alves Silva. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público.
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