A cadela policial da Polícia Civil do Piauí, K9 Catrina, morreu, na madrugada desta quarta-feira (30), em decorrência de um quadro de erliquiose, agravado por uma infecção. Ela recebeu as últimas homenagens em um cortejo em Teresina. A K9 tinha seis anos, foi a primeira cadela policial da Polícia Civil do Piauí em 2022 e ajudou a consolidar O trabalho com cães na Polícia Civil.
Durante o cortejo, a policial civil e operadora da K9 Catrina, Adriana Sousa, relatou sobre o convívio com a cadela. Segundo ela, a K9 inicialmente tinha o trabalho questionado, mas logo ganhou a confiança e apreço das pessoas.
“Ela chegou no tempo que muitos não acreditavam ainda no trabalho. Foi um pouco difícil no começo, essa implantação do trabalho com cães. As pessoas não acreditavam muito, apesar de já estar muito divulgado no sul do país. Mas ela foi devagarinho, mostrando o trabalho dela, a utilidade, a necessidade, a importância dos cães de detecção na polícia”, afirmou.

A Secretaria da Segurança Pública do Piauí informou que, durante sua trajetória, Catrina participou de atividades operacionais e contribuiu para ações de segurança pública e de combate ao crime no estado.
A policial disse ainda que, com o tempo, a cadela criou cada vez mais maturidade, experiência e admiração dos policiais e até das pessoas que eram presas. “Eles tinham certeza que não tinha nada, que não ia encontrar (drogas), mas a Catrina chegava lá e encontrava.” , relatou.
Ela era descrita como divertida, sociável e querida por todos. A K9 realizava, além do trabalho policial, trabalhos sociais, visitando escolas, participando de palestras e atuando na divulgação dos serviços da equipe.
A relação da oficial com a cadela policial era de admiração e afetividade. “Catrina era como se fosse uma filha para mim”, afirmou Adriana.
Ainda de acordo com ela, Catrina foi uma das precursoras para que hoje o trabalho dos cães policiais fosse notado. “Só tenho a agradecer por ela ter sido esse marco na Polícia Civil e na minha vida.”, declarou.
Nome em prédio
O delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, durante o velório, declarou que a criação do Núcleo de Operações com Cães (NOC), em 2023, teve como inspiração o trabalho desenvolvido pela K9 Catrina e a importância dos cães nas operações policiais.
Em homenagem à cadela, o novo prédio do NOC receberá o nome dela. A inauguração da unidade está prevista para 2027, como forma de reconhecer a contribuição da primeira integrante da equipe.
Homenagens
O Núcleo de Operações com Cães (NOC) escreveu em nota: “Nos despedimos com profunda tristeza da K9 Catrina, a primeira cadela policial da Polícia Civil do Piauí”.
O NOC destacou o pioneirismo da cadela no trabalho com cães no combate à criminalidade. Segundo o núcleo, a K9 contribuiu para diversas apreensões de entorpecentes e seguia na ativa, já próxima da aposentadoria. “Sua partida deixa saudade e um legado de dedicação”.
O delegado e coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), Samuel Silveira, escreveu : “É um dia de muita dor para todos nós com o falecimento da nossa K9 Catrina”.
“Mais que uma cadela de detecção, Catrina foi uma verdadeira guerreira, que dedicou sua vida ao serviço público e prestou relevantes serviços à sociedade piauiense no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, disse o delegado.
Samuel destacou ainda que a cadela participou de inúmeras missões DENARC/NOC e ajudou a deflagrar importantes operações. “Contribuiu para a elucidação de diversos casos, sempre com coragem, disciplina e um faro que fez a diferença na segurança pública do nosso estado. Tive o privilégio de compartilhar missões ao seu lado e sei o quanto Catrina marcou a vida de todos que fazem a Polícia Civil e a segurança pública de modo geral”, finalizou.
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