1 de outubro de 2026

Pix por aproximação muda a partir desta quinta-feira (1º) e deixa de ter limite fixo por transação; confira

Banco Central elimina teto específico de R$ 500 para a modalidade; usuários poderão ajustar os limites diretamente no aplicativo da instituição financeira

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(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O Pix por aproximação passa a operar com novas regras a partir desta quinta-feira (1º). A principal mudança é o fim do limite fixo de R$ 500 por transação, que vigorava desde a implementação da modalidade.

Com a alteração, determinada pelo Banco Central, os usuários poderão solicitar ao banco o aumento ou a redução dos limites para pagamentos por aproximação. Na prática, o valor máximo de cada operação passará a depender das configurações de segurança e dos limites definidos para cada conta.

A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746 e também alcança operações realizadas por QR Code, chaves Pix e transações iniciadas pela Jornada Sem Redirecionamento (JSR), mecanismo utilizado no Open Finance.

Apesar do fim do teto de R$ 500, isso não significa que qualquer pagamento poderá ser realizado sem restrições. Os bancos continuarão aplicando mecanismos de segurança e limites específicos conforme o perfil e as regras de cada cliente.

O QUE MUDA

Até agora, operações realizadas por aproximação não podiam ultrapassar R$ 500 por transação.

Com as novas regras:

  • O teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
  • O cliente poderá solicitar aumento ou redução dos limites;
  • Os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que respeitem os limites da conta;
  • Os bancos deverão disponibilizar ferramentas de gerenciamento desses limites;
  • As regras gerais de segurança do Pix permanecem válidas.

Na prática, um usuário poderá realizar pagamentos de R$ 600, R$ 1 mil ou valores superiores por aproximação, desde que tenha limite disponível e autorização configurada junto à instituição financeira.

COMO AJUSTAR O LIMITE

O gerenciamento passa a ser feito diretamente no aplicativo do banco. De forma geral, o procedimento deve seguir os seguintes passos:

  1. Entrar no aplicativo da instituição financeira;
  2. Acessar as configurações do Pix;
  3. Procurar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
  4. Solicitar aumento ou redução do valor permitido;
  5. Confirmar a alteração por meio dos mecanismos de autenticação exigidos pelo banco.

Os detalhes podem variar de acordo com cada instituição.

COMO FUNCIONA O PIX POR APROXIMAÇÃO

Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, a mesma empregada em cartões e carteiras digitais, permitindo pagamentos apenas aproximando o celular da maquininha.

Para utilizar a ferramenta em uma carteira digital, é necessário vincular previamente a conta bancária ao serviço.

Após a configuração, o processo de pagamento é simples:

  1. Informar ao estabelecimento que o pagamento será feito via Pix;
  2. Conferir o valor e os dados da cobrança;
  3. Aproximar o celular da maquininha;
  4. Realizar a autenticação exigida;
  5. Confirmar a operação.

Dependendo das configurações de segurança adotadas pelo banco ou pela carteira digital, autenticações adicionais podem ser exigidas antes da conclusão do pagamento.

ATENÇÃO AOS GOLPES

Especialistas orientam que os usuários redobrem a atenção ao utilizar a modalidade, especialmente após a ampliação dos limites.

Entre os principais cuidados estão:

  • Confirmar o valor exibido na maquininha e no celular;
  • Verificar a identificação do estabelecimento antes de autorizar o pagamento;
  • Manter bloqueio de tela e biometria ativados;
  • Não entregar o aparelho desbloqueado para terceiros;
  • Acompanhar notificações de movimentações bancárias;
  • Revisar regularmente os limites cadastrados para o Pix por aproximação.

MODALIDADE AINDA TEM BAIXA ADESÃO

Embora o Pix seja atualmente um dos meios de pagamento mais utilizados no Brasil, o Pix por aproximação ainda representa uma pequena parcela das transações realizadas.

Em agosto, o sistema Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em cerca de 8,11 bilhões de operações. Já o Pix por aproximação registrou aproximadamente 2 milhões de transações, o equivalente a apenas 0,06% do total movimentado no período.

Apesar da participação ainda reduzida, a modalidade vem apresentando crescimento gradual desde sua criação e a expectativa é que as novas regras contribuam para ampliar sua utilização pelos consumidores.

Com informações da Agência Brasil


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