20 de outubro de 2026

SUS passa a oferecer nove novos medicamentos gratuitos para tratamento de câncer; veja quais

Medida anunciada pelo Ministério da Saúde inclui medicamentos para câncer de mama, pulmão, próstata e linfomas; mais de 116 mil pacientes podem ser beneficiados.

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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (20) a oferta de nove medicamentos para tratamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Os novos medicamentos de alta tecnologia serão disponibilizados a partir desta semana e contemplarão pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas, entre outros. Estima-se que, até o fim deste ano, serão disponibilizados 23 novos fármacos oncológicos, ampliando em 35% as alternativas de tratamento na rede pública de saúde.

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, os nove novos medicamentos devem beneficiar mais de 116 mil pessoas em todo o Brasil. A relação contém remédios de alto valor, como o abemaciclibe, que é indicado para determinados tipos de câncer de mama e pode ter um preço de R$ 366 mil na rede privada.

De acordo com o Ministério da Saúde, a disponibilização no SUS ampliará o acesso ao tratamento para pacientes que necessitam do medicamento. Outro medicamento que começa a ser oferecido com uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, que é uma alternativa para indivíduos com câncer renal metastático.

Confira a lista dos nove fármacos oncológicos já disponibilizados a partir desta semana:

  1. Trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
  2. Abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);
  3. Acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
  4. Pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;
  5. Rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
  6. Abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático, e sensível à hormonioterapia e metastático;
  7. Gefitinibe — câncer de pulmão de não pequenas células em primeira linha;
  8. TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;
  9. Sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.

A disponibilização terá início em 20 centros de tratamento, espalhados por 17 estados do país: SP, PR, BA, CE, PE, PI, PA, AM, RJ, PB, DF, MG, GO, RO, RS, TO e SE.

Para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, o Ministério da Saúde assumiu a compra e a negociação direta de 10 fármacos, articulou a realização de uma ata de preços para aquisição com menor custo pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o impacto financeiro da medida será de R$ 4 bilhões por ano.

Outra novidade é a distribuição de exames para rastreio do câncer de intestino em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo o Ministério da Saúde, a medida busca ampliar o diagnóstico precoce da doença. A distribuição gradual de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal começará em novembro. Inicialmente em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

Destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, o exame detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. Segundo o Ministério da Saúde, o exame tem precisão de até 92%.

Já o rastreamento do câncer do colo do útero está em implementação no SUS, por meio do teste DNA-HPV. Como complemento, o Ministério da Saúde financiará a citologia reflexa em meio líquido, que utiliza a mesma coleta para avaliar amostras com sinais de alerta. O investimento anual será de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes.

Com investimento de R$ 46 milhões por ano, o Ministério da Saúde também passa a custear as cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. De acordo com o Ministério da Saúde, a técnica pode reduzir o tempo de internação e as complicações pós-operatórias.

No Piauí

O diretor do Departamento de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Fernando Augusto Figueira afirmou à TV Clube que o Hospital São Marcos deverá ampliar a assistência oncológica oferecida aos pacientes no estado.

“Aquele riscos que existia aqui em agosto, de parar os atendimento, foi exaurido. O Hospital São Marcos continua atendendo e está disposoto a ampliar, o que significa que os R$ 37 milhões que chegou no estado do Piauí por meio do Ministério da Saúde, garante que o hospital continue a atender com qualidade”

Fernando Augusto ainda afirma que 80% da atenção oncológica feita no estado é realizada no hospital, mas que o Ministério já dialoga com o governo do estado para descentralizar e ampliar os atendimentos.


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