
Três mulheres do Piauí foram as responsáveis pela criação de um projeto nomeado “A Filha do Sol”, uma das 25 organizações vencedoras do programa internacional Emerging Climate Champions. A premiação tem como objetivo financiar e dar visibilidade a organizações de combate às mudanças climáticas lideradas por jovens.
O projeto das piauienses, juntamente com os outros selecionados, deve receber cerca de US$ 1 milhão para ampliar suas ações.
A seleção reuniu iniciativas de 108 países e foi realizada em diversas etapas, entre análises técnicas e avaliações conduzidas por especialistas de diferentes países nas áreas de clima, filantropia e desenvolvimento social.
Projeto A Filha do Sol
A iniciativa começou as atividades em 2022, tendo como criadoras Rhavena Madeira, Rebeca e Flávia Maia. Ela tem atuação em comunidades do Piauí e Maranhão, com atividades voltadas à justiça climática, educação ambiental, fortalecimento de lideranças comunitárias e valorização de conhecimentos tradicionais.
O projeto é direcionado principalmente para jovens, mulheres e também povos tradicionais que vivem em regiões afetadas pelas mudanças climáticas.
Para a cofundadora e diretora-executiva da organização, Rhavena Madeira, a premiação reforça a importância de conectar lideranças locais na linha de frente dos impactos da mudança do clima aos recursos e movimentos globais: “É muito poderoso, porque essas comunidades já têm as soluções para enfrentar a crise ambiental que vivemos”, explica.
Segundo ela, o prêmio será utilizado para expandir as ações da organização nos próximos anos. A intenção é ampliar as atividades para 50 comunidades nordestinas, além de apoiar diretamente mais 500 mulheres, jovens e lideranças comunitárias.
A meta é também aumentar a amplitude da Escola do Clima, um programa de formação voltado a lideranças comunitárias do Piauí e do Maranhão, e fortalecer iniciativas relacionadas à participação social, à educação ambiental e à adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
De acordo com o “A Filha do Sol”, no ano de 2025 as atividades chegaram a 23 comunidades, entre biomas como Amazônia, Cerrado, Caatinga e Costeiro.
A instituição enfatiza que ela já atuou na preservação de mais de 500 mil hectares e beneficiou diretamente 842 pessoas. Ela ainda afirma que mais de R$ 500 mil já foram repassados a associações comunitárias e lideranças locais que trabalham no enfrentamento à crise climática.
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