Um adolescente foi apreendido nesta quinta-feira (29) suspeito de envolvimento no assassinato de Dogilvan Martins Santos Júnior, de 21 anos, ocorrido na última sexta-feira (23), no bairro Cidade Nova I, em Timon (MA). A vítima foi arrastada de um bar antes de ser morta e não tinha envolvimento com o crime.
De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), a apreensão foi realizada por equipes da Força Tática do 47º Batalhão de Polícia Militar, após informações repassadas pela Agência Local de Inteligência (ALI). Durante patrulhamento no bairro Cidade Nova III, os policiais avistaram o adolescente, que tentou fugir ao perceber a aproximação da viatura.

A equipe iniciou o acompanhamento e conseguiu alcançar e conter o suspeito. Após consulta aos sistemas policiais, os militares constataram a existência de um mandado judicial em aberto contra o menor. Ainda de acordo com a corporação, ele é fugitivo da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac).
Após a apreensão, o adolescente foi encaminhado para os procedimentos cabíveis e permaneceu à disposição da Justiça.
RELEMBRE O CRIME
Dogilvan Martins Santos Júnior, de 21 anos, foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (23), após ser sequestrado por um grupo de homens armados e encapuzados em Timon (MA). Outras pessoas também foram levadas pelos criminosos durante a ação. Uma câmera de segurança registrou a ação.
Segundo testemunhas, a vítima tentou fugir dos suspeitos, mas foi atingida por cerca de seis disparos nas costas e morreu no local. A Polícia Militar do Maranhão informou que o jovem não possuía antecedentes criminais.
De acordo com o 47º Batalhão da Polícia Militar, entre cinco e seis homens armados chegaram às proximidades de um comércio conhecido como Jacaré e passaram a agredir as pessoas que estavam no local, inclusive com coronhadas.
Durante o deslocamento, Dogilvan tentou escapar por uma rua, mas foi atingido pelos disparos efetuados pelos criminosos. Ele caiu e morreu ainda no local.
As demais vítimas foram levadas para a região do Parque Aliança, onde permaneceram sob o poder dos suspeitos e sofreram agressões físicas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Otávio Chaves, Dogival não tinha envolvimento com facções criminosas, mas morava em um bairro onde há atuação de um grupo rival ao do grupo que cometeu o crime.
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