8 de novembro de 2026

“Realidade de mãe atípica”, diz mulher que aguarda filho com TEA finalizar prova do Enem em Teresina

De acordo com ela, o filho se preparou para o exame e contou com o apoio de professores e da comunidade escolar da instituição onde estuda.

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(Foto: Júlia Costa)

A mãe Irene Lopes acompanhou o filho Francisco Magalhães, de 18 anos, até o local de aplicação da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizada neste domingo (8), em todo o Brasil. O jovem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e realiza o exame no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Governador Dirceu Mendes Arcoverde, em Teresina. À Rede Clube, Irene relatou que vai aguardar o filho terminar a avaliação.

“É a realidade de mães atípicas que precisam acompanhar o filho”, relatou.

Segundo a mãe, as expectativas para o dia são positivas. “Que ocorra tudo bem e que dê certo”, afirmou. Ainda de acordo com ela, Francisco se preparou para o exame e contou com o apoio de professores e da comunidade escolar da instituição onde estuda.

O jovem tem interesse por desenhos e construção de maquetes e pretende seguir uma área relacionada a essas atividades. “Ele gosta muito de desenhar, maquete, entendeu? Agora o nome do curso eu esqueci na hora, o que é realmente que ele quer”, contou a mãe.

Pais relatam sobre a importância de apoiar os estudantes durante a prova.

Marcos Reis, sargento da reserva da Polícia Militar do Piauí, é pai de Giulia, estudante que também realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (8). Ele relatou a rotina intensa de estudos da filha, as expectativas para a prova e a parceria que mantém com a jovem durante a preparação.

“Nós estamos aí há muito tempo esperando por isso. É um momento muito importante para eles e para a gente também. Nós, como pais, a gente termina se preparando junto, porque sentimos nervosismo juntamente com eles. E nós estamos aí com uma expectativa muito boa”, disse.

De acordo com Marcos, Giulia recebe acompanhamento e incentivo da família desde o início da preparação para o exame. Ele também destacou que a ansiedade dos estudantes acaba sendo compartilhada pelos pais.

“Não é fácil, para eles que estão muito nervosos e a gente que também termina ficando nervoso junto”, relatou.

Para enfrentar o nervosismo, Marcos contou que busca apoio na fé e carrega consigo um terço, que ganhou um significado especial neste dia.

“Na realidade, eu sou católico, né? E me acompanha já há muitos anos esse terço, e hoje o significado é muito maior. Então a esperança é colocar na mão de Deus, na mão de nosso Senhor Jesus Cristo, para que tudo corra bem”, finalizou.


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