
A federação entre União Brasil e o Partido Progressistas (PP), anunciada no dia 29 de abril, vai repercutir na composição dos diretórios municipais e estaduais dos partidos em todo o país. Na capital Teresina (PI), o bloco político se tornará a segunda maior bancada da Câmara Municipal, com quatro vereadores.
A federação tem duração de quatro anos e funciona aos moldes de uma coligação partidária. Entretanto, diferente da coligação – mecanismo extinto pela Justiça Eleitoral – a federação faz com que as legendas atuem como um só partido em eleições proporcionais e majoritárias.
Em Teresina, farão parte do bloco os vereadores Pedro Alcântara, Samantha Cavalca e Petrus Evelyn – pelo Progressistas – e Samuel Alencar, único representante do União Brasil.
Ao lado do PRD, que também tem quatro parlamentares, a federação União Progressista vai representar aproximadamente 14% do Legislativo Municipal. Mesmo com a mudança, o PT continuará sendo o maior partido da Câmara de Teresina, com sete vereadores.
Repercussão nacional
O União e o PP também terão a maior bancada na Câmara dos Deputados, cerca de 1,4 mil de prefeitos e receberão as maiores fatias de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais e pagamento de despesas partidárias.
A formalização da federação ainda falta ser documentada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presidência será compartilhada entre Antônio de Rueda (União Brasil) e o senador Ciro Nogueira (PP), não havendo o estabelecimento de hierarquia.
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