25 de fevereiro de 2026

Vídeo: rato causa confusão em ala com pacientes no Hospital de Urgência de Teresina 

O hospital se manifestou sobre o assunto.

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Um vídeo gravado por um paciente internado no Hospital de Urgência de Teresina viralizou nesta quarta-feira (25). As imagens mostram um rato causando confusão na ala médica.

No vídeo, um funcionário tenta atingir o animal com um rodo, enquanto ele se esconde pela sala, que está cheia de pacientes. Não há informação sobre quando o vídeo foi gravado. Outra pessoa, com uma sacola, tenta capturar o animal, que foge rapidamente e se esconde nos objetos do local.

Em nota, o hospital informou que, diante do último aparecimento, foram realizadas novas vistorias técnicas e houve reforço das ações de desratização.

“A última aplicação ocorreu no final do mês de dezembro. Além disso, a empresa especializada responsável pelo serviço mantém armadilhas e dispositivos de monitoramento distribuídos em pontos estratégicos do hospital, garantindo acompanhamento contínuo e controle preventivo”, diz o HUT.

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí também se manifestou e relatou que já havia feito denúncias sobre o aparecimento de ratos na unidade, além de baratas. O conselho afirma ainda que há presença de formigas e banheiros em condições inadequadas para uso.

Em nota, o Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi) afirmou que a situação não pode ser observada como um caso isolado e que a presença de pragas em ambiente hospitalar representa risco à saúde pública. “A garantia de ambientes hospitalares adequados envolve não apenas equipamentos, leitos, climatização e manutenção predial, mas também condições sanitárias rigorosas e controle permanente de pragas”, disse. Leia a nota na íntegra ao final da matéria.

NOTA HUT

A Diretoria Administrativa do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) informa que a desinsetização e desratização da unidade são realizadas trimestralmente, conforme cronograma previamente estabelecido, com reforços periódicos em áreas estratégicas, a exemplo do setor de Nutrição.

A última aplicação ocorreu no final do mês de dezembro. Além disso, a empresa especializada responsável pelo serviço mantém armadilhas e dispositivos de monitoramento distribuídos em pontos estratégicos do hospital, garantindo acompanhamento contínuo e controle preventivo.

Diante do registro do aparecimento do animal, foram realizadas novas vistorias técnicas e adotado reforço imediato nas ações de desratização, como medida preventiva e de controle.

A Direção reforça que adota rigorosamente todos os protocolos e sistemas de controle de higiene, limpeza e segurança sanitária, seguindo as normas técnicas vigentes, e segue monitorando permanentemente a situação, com a adoção de todas as providências necessárias para garantir a segurança de pacientes, acompanhantes e colaboradores.

NOTA SIMEPI

O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) vem a público se manifestar acerca das informações divulgadas sobre o possível aparecimento de um roedor nas dependências do Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

O SIMEPI reitera que, historicamente, tem alertado as autoridades sobre a necessidade de melhorias contínuas nas condições estruturais da rede pública de saúde. A garantia de ambientes hospitalares adequados envolve não apenas equipamentos, leitos, climatização e manutenção predial, mas também condições sanitárias rigorosas e controle permanente de pragas.

De acordo com a presidente do SIMEPI, Dra. Lúcia Santos, situações como essa não podem ser analisadas de forma isolada. É preciso considerar o contexto da superlotação enfrentada pelo HUT, que impacta diretamente na dinâmica hospitalar e pode comprometer processos de higienização e manutenção adequados.

Teresina é uma capital que concentra grande demanda de urgência e emergência, especialmente após o fechamento do pronto-socorro estadual que funcionava no Hospital Getúlio Vargas (HGV), com a transferência da responsabilidade assistencial para o município. O resultado é a sobrecarga de um único hospital de referência, o que agrava os desafios estruturais e sanitários.

O SIMEPI reforça que a presença de pragas em ambiente hospitalar representa risco à saúde pública, podendo transformar um espaço destinado ao cuidado em ambiente de potencial disseminação de doenças. Por isso, é imprescindível que haja: fiscalização rigorosa das condições sanitárias; investimento estrutural contínuo; ampliação da rede de urgência e emergência; planejamento adequado para reduzir a superlotação.

O Sindicato seguirá atento e cobrando das autoridades competentes medidas efetivas que garantam segurança, dignidade e condições adequadas de trabalho aos médicos e assistência de qualidade à população.


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