O governador Rafael Fonteles (PT-PI) tachou como “especulação e fuxico” o provável desentendimento com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, sobre a disputa pela vaga de vice-governador nas eleições de 2026. O ex-secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira, não tem o apoio formal de Dias.
Uma carta escrita por Wellington Dias e divulgada no final de semana levantou novas hipóteses sobre o futuro da relação política entre os dois políticos. No texto, o ministro aponta os feitos de sua trajetória política no estado, além de fazer críticas a informações apontadas como falsas.
Ao lado de Wellington Dias, na manhã desta segunda-feira (2), durante solenidade na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Rafael Fonteles minimizou a carta e disse que o principal intuito do correligionário foi tentar diminuir os ruídos gerados ao longo das semanas.
“Eu entendo que o ministro defendeu exatamente toda a sua história, o seu legado e, assim como eu tenho feito, fez um movimento para diminuir várias especulações, fuxicos, que tentam gerar intrigas, diminuições em relação a ele ou a mim. Nós somos dois homens públicos experientes. Todos sabem da nossa relação política, de amizade, de gratidão”, afirmou.
Apesar do impasse sem consenso nos bastidores, Wellington e Rafael mantiveram o tom de cordialidade durante o evento. Na visão do governador, a situação é potencializada pelo período eleitoral e beneficia os adversários.
“Tem muito fuxico e isso, certamente, é potencializado por muita gente que tem interesse em eventual discussão, divergência, entre nós ou entre quaisquer membros da base. Normalmente, esses movimentos acontecem em período eleitoral. Nós temos tido muita confiança, com muito diálogo, harmonia e tranquilidade, para rebater especulações falsas e continuar trabalhando”, disse.
O martelo, que vai referendar a decisão sobre o real indicado para a vaga de vice, será batido após decisão interna do PT. Rafael Fonteles disse que respeitará as lideranças internas e vai acatar qualquer deliberação da legenda sobre o assunto.
“O Partido dos Trabalhadores é o mais democrático que existe. Nós respeitamos muito as instâncias partidárias. Além das lideranças, nós temos uma organicidade. É um partido em que não se definem as coisas a partir de um ou dois nomes. Há uma discussão ampla e isso tem sido feito. Quanto mais diálogo e humildade, melhor”, arrematou.
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